Segurança: pesquisa aponta que apenas 32% das pessoas se sentem seguras na cidade onde moram
Levantamento revelou ainda ainda que 82% apoiam câmeras corporais em policiais

Uma pesquisa do Instituto Sou da Paz sobre segurança pública divulgada nessa segunda-feira (18) revela que apenas 32% das pessoas se sentem seguras na cidade onde moram, índice que cai para 26% entre as mulheres. O levantamento mostra também que 83% das pessoas identificaram a violência contra a mulher presente em suas cidades.
A pesquisa revela, por exemplo, que a frase “bandido bom é bandido morto” não encontra adesão ampla na sociedade – apenas 20% concordam com ela. No entanto, 73% acreditam que os criminosos devem ser julgados e presos pelos crimes.
“A sociedade brasileira está cansada de promessas antiquadas e deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia das pessoas. Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia, por isso apoia novas ideias sobre a segurança pública”, destacou a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo.
Realizado pela Oma Pesquisa, o estudo foi realizado de novembro a dezembro de 2025, com abrangência nacional e contou com 1.115 entrevistas presenciais, pessoais e domiciliares.
De acordo com o estudo, a maior parte da população (55%) acredita que o país precisa aplicar as leis já existentes a todos os criminosos, enquanto apenas uma parcela (39%) acredita na necessidade do aumento das penas.
A pesquisa revela também que 77% da população entende que armas legalmente compradas podem ser utilizadas em atos violentos quando são roubadas, e 73% afirmam que ter mais armas em circulação gera mais violência.
Sobre atuação policial, 82% são favoráveis ao uso de câmeras corporais como tecnologias protetivas e 65% acreditam que é preciso uma polícia melhor e mais preparada.
Para transformar a segurança pública nos próximos anos, o Instituto Sou da Paz recomenda cinco prioridades:
- Proteger meninas e mulheres;
- Fortalecer polícias mais preparadas e valorizadas;
- Enfrentar o crime organizado;
- Reduzir roubos;
- Retirar armas ilegais de circulação.
*Com informações da Agência Brasil
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