Justiça revoga prisão temporária de secretária sancionada pelos EUA por suposto elo com o PCC
Magistrado entendeu que não havia necessidade de converter a prisão em preventiva; empresário apontado como líder do esquema segue foragido

A Justiça Federal mandou soltar na noite desta terça-feira (7) a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Ela havia sido presa na manhã de sexta-feira (4) pela Polícia Federal (PF) em uma operação contra a lavagem de dinheiro, após ser sancionada pelos Estados Unidos (EUA) por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi publicada pelo blog Elijonas Maia, da CNN Brasil.
A prisão de Stella Stefanie era temporária, com duração de cinco dias. A Justiça, no entanto, decidiu pela soltura ao entender que não havia necessidade de converter a prisão em preventiva. Além dela, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que também foi alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA e é apontado como chefe da rede, não foi encontrado durante a Operação Exchange e continua foragido. O leitor pode relembrar o caso detalhado na matéria: PF prende secretária sancionada por elo com PCC.
A operação da PF mobilizou mais de 50 agentes para cumprir 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. As ações ocorreram em cidades como São Paulo, no estado de São Paulo, Santos, no litoral de São Paulo, Praia Grande, no litoral de São Paulo, e Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo. Ao todo, sete pessoas foram presas.
A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados, totalizando um montante de R$ 10,4 bilhões. No dia da operação, a defesa de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira informou à CNN Brasil que, após análise do procedimento, ingressaria com o pedido de revogação da prisão temporária. A defesa de Victor Shimada, por sua vez, divulgou uma nota dizendo que ainda não tinha acesso às decisões judiciais que fundamentaram a operação.
Os EUA, que sancionaram Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e Victor Shimada, citam a secretária como uma "associada próxima e parente de Victor". Segundo o Departamento do Tesouro americano, ela teria atuado como sua secretária e intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro. Ela também é acusada de fornecer "serviços logísticos essenciais" que apoiaram Shimada e sua rede nas operações de lavagem de dinheiro. Para mais informações sobre quem são os brasileiros e as empresas alvo de sanções dos EUA por ligação com o PCC, confira o artigo.
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