Samarco investe R$ 13,8 bilhões para alcançar 100% da capacidade produtiva
Retomada gradual iniciada em 2020 entra em nova fase, ampliando empregos, capacitação profissional e geração de valor nas comunidades

A Samarco avança no maior investimento de sua história. São R$ 13,8 bilhões destinados à conclusão da retomada da capacidade produtiva instalada até 100%, com previsão de alcançar esse patamar a partir de 2028. O plano dá continuidade ao processo iniciado em 2020, quando as operações voltaram de forma gradual, com 26% da capacidade produtiva. Em 2024, esse índice chegou a 60%.
A ampliação das atividades movimenta diretamente a economia de Minas Gerais e do Espírito Santo, sobretudo nas regiões próximas aos complexos de Germano, em Mariana, e de Ubu, em Anchieta. Obras de reativação, modernização de plantas industriais e novos projetos mobilizam uma ampla cadeia de serviços que envolve desde manutenção industrial e transporte até alimentação, hospedagem e prestação de serviços especializados.
Em 2025, a retomada registrou um marco importante. A produção alcançou 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, o maior volume desde o retorno das operações. O resultado projetou a mineradora como a terceira maior exportadora de pelotas no mercado internacional.
No mercado de trabalho, estima-se a geração de 12.900 empregos até 2031. Desse total, 900 vagas serão de empregados próprios, sendo 500 em Minas Gerais e 400 no Espírito Santo, enquanto cerca de 12 mil postos devem ser ocupados por profissionais contratados, com 8.500 em Minas e 3.500 em território capixaba. Atualmente, cerca de 19,9 mil pessoas trabalham nas operações da Samarco, entre empregados diretos e contratados.
A política de contratação prioriza profissionais das regiões próximas às operações e busca ampliar oportunidades para grupos minorizados, como mulheres e pessoas com deficiência. A formação profissional integra essa estratégia. Cursos de capacitação são realizados nas comunidades vizinhas para preparar moradores para as novas oportunidades geradas pela retomada.
Os números de contratação mostram esse movimento. Nas unidades de Germano e no escritório de Mariana, 75,9% dos empregados admitidos no último ano são moradores das comunidades próximas. No complexo de Ubu, 67,4% da força de trabalho admitida no mesmo período também é formada por profissionais da região.
Retomada gradual com segurança
O avanço da produção ocorre dentro de um processo estruturado de retomada, marcado por novas práticas de segurança e por mudanças importantes no modelo operacional. Após o rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, as operações permaneceram suspensas enquanto eram conduzidos processos de licenciamento, reconstrução de estruturas e implantação de novas tecnologias.
Em 2019, a empresa obteve a Licença de Operação Corretiva (LOC), que autorizou a retomada das atividades. A Samarco, no entanto, aguardou até dezembro de 2020 para reiniciar as operações somente após a conclusão da planta de filtragem de rejeitos, etapa considerada fundamental para o novo modelo operacional.
Desde então, a Samarco deixou de utilizar barragens para disposição de rejeitos e passou a adotar o sistema de filtragem para empilhamento a seco. Paralelamente, o processo de descaracterização da barragem do Germano avançou significativamente e tem previsão de conclusão neste ano.
A decisão de retomar as atividades somente após a conclusão da planta de filtragem foi considerada um marco importante nessa nova etapa da empresa. Para o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, o período recente demonstrou a capacidade da empresa de reconstruir suas operações com novos padrões. “A partir de 2028, com a conclusão desse ciclo, a Samarco retornará à capacidade produtiva pré-2015. Mais importante do que o volume de produção é como estamos retomando: sem utilizar barragens para disposição de rejeitos, com uso intensivo de tecnologias de controle, com a descaracterização de todas as estruturas alteadas a montante existentes e com um modelo de gestão mais inclusivo e participativo. Esse movimento gera valor econômico e social concreto para as comunidades, para Minas Gerais, Espírito Santo e para o Brasil, por meio de empregos, renda, arrecadação e melhoria da qualidade de vida”, destaca Rodrigo Vilela.
As estruturas geotécnicas são monitoradas permanentemente pelo Centro de Monitoramento e Inspeção (CMI), que acompanha os dados em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana, com equipes técnicas especializadas.
A nova fase inclui investimentos em reativações e modernizações em Germano e em Ubu. O objetivo é alcançar a capacidade produtiva total até 2028, com produção estimada entre 26 e 27 milhões de toneladas anuais de pelotas e finos de minério de ferro.
Valor para comunidades vizinhas
A ampliação da produção também se reflete na geração de valor para as regiões próximas às operações. Emprego, renda, arrecadação e fortalecimento de empresas locais são alguns dos efeitos que acompanham esse movimento.
Em 2025, os tributos gerados pelas atividades da Samarco e pela aquisição de bens, materiais e serviços somaram R$ 2,28 bilhões. Desse total, R$ 386 milhões tiveram impacto direto em Minas Gerais, R$ 374 milhões no Espírito Santo e R$ 1,519 bilhão corresponderam à União.
Outro indicador relevante está na relação com fornecedores. Desde 2020, quando foi criado o Programa Força Local, R$ 5,1 bilhões foram destinados a contratações com fornecedores da própria região. Mais de 4.400 empresas foram contempladas ao longo desse período, ampliando a participação de negócios locais na cadeia produtiva. A qualificação profissional também integra essa estratégia de desenvolvimento regional. Em 2025, foram investidos R$ 1,6 bilhão e contemplados mais de 2.250 fornecedores locais.
A retomada da capacidade produtiva reforça o papel da Samarco como agente de desenvolvimento econômico nas regiões vizinhas. A expansão das operações amplia oportunidades de trabalho, estimula o crescimento de empresas locais e contribui para o fortalecimento das economias regionais.
Ao mesmo tempo, a reparação definitiva pelo rompimento da barragem de Fundão segue como prioridade. “O Novo Acordo trouxe um modelo mais claro, objetivo e mensurável, definindo o que deve ser feito, por quem, em que prazo e com quais recursos. Isso permite monitoramento efetivo e maior responsabilização. A Samarco cumpre e continuará cumprindo integralmente tudo o que foi pactuado. Não reconstruiremos o passado, mas seguiremos trabalhando, como empresa e como pessoas, para compensar e reparar da forma mais responsável possível”, afirma Rodrigo Vilela.
Com o investimento de R$ 13,8 bilhões, a Samarco entra em uma nova etapa de expansão. Produção, geração de empregos, arrecadação de tributos e fortalecimento de fornecedores regionais caminham junto com a consolidação de práticas de segurança e com o compromisso de reconstrução das relações com as comunidades.
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