Belo Horizonte
Itatiaia

MPF denuncia equema internacional de produção e venda de vídeos de tortura animal

Suspeitos foram identificados e um dos acusados foi preso; Ministério Público Federal pede a condenação deles e indenização por danos morais coletivos

Por
Imagem ilustrativa • Freepik

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal no Pará integrantes de um esquema internacional dedico à produção, comercialização e compartilhamento de vídeos de violência contra animais.

As investigações revelaram a existência de uma rede que submetia animais — domésticos e silvestres — à tortura, mutilação e até morte, frequentemente com conotações sexuais, atendentdo encomendas de estrangieros.

A denúncia foi apresentada à Justiça em 18 de março. A apuração começou depois da uma organização búlgara identificar um material violento, supostamente produzido no Brasil. A Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio, da Polícia Federal (PF), rastreou o fluxo financeiro e digital, identificando que os vídeos eram negociados em dólar e euro, por meio de pagamentos on-line e transferências via pix.

Durante as investigações, a perícia técnica e o rastreamento de números de endereços de protocolo da internet vincularam os perfis utilizados na difusão do material a endereços no Brasil. Em um mandado de busca e apreensão, a PF encontrou, na residência de uma das pessoas denunciadas, dispositivos eletrônicos que armazenavam vídeos de abusos, além de roupas e instrumentos, como objetos cortantes e recipientes, idênticos aos que apareciam nas gravações periciadas.

Os envolvidos mantinham contato direto com compradores internacional, usando termos cifrados para esconder a atividade criminosa, segundo a denúncia do MPF. As investigações também mostraram que os vídeos era produzidos de forma planejada e reiterada.

O material analisado pela perícia facial de Polícia Federal confirmou a identidade dos denunciados nas grações. Uma das pessoas acusadas encontra-se atualmente sob custódia, enquanto a outra teve a prisão preventiva decretada e é considerada foragida.

O MPF imputou aos denunciados os crimes de maus tratos a animais e associação criminosa. Além disso, o Ministério Público Federal pede que a Justiça estabeleça um valor de indenização por danos morais coletivos, por causa do atentado contra os valores de proteção à fauna e a sensibilidade ética da sociedade.

Por

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.