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Anvisa autoriza pesquisa em humanos com substância que pode regenerar lesões na medula

Estudo de fase 1 vai testar a segurança da polilaminina em cinco pacientes com lesão medular recente

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A suspensão havia sido determinada pela Anvisa no dia 21 de abril, após identificação de falhas graves na fabricação
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) • Marcelo Camargo | Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (5) o início de uma pesquisa clínica para avaliar a segurança da polilaminina, proteína que apresentou potencial de regeneração de lesões na medula espinhal.

Segundo a Anvisa, o estudo clínico será de fase 1 e contará inicialmente com cinco pacientes, que receberão a substância em caráter experimental. Nesta etapa, o foco não é comprovar eficácia, mas verificar se o uso do produto é seguro em humanos.

A polilaminina é formada a partir da laminina, uma proteína naturalmente produzida por diversos animais, inclusive pelos seres humanos, e envolvida em diferentes processos biológicos.

No estudo, será utilizada laminina na concentração de 100 μg/mL, em forma de solução injetável, diluída em um veículo específico para obtenção da polilaminina — também chamada de laminina polimerizada.

A administração será intramedular e única, aplicada diretamente na área lesionada da medula.

A substância utilizada no estudo será extraída de placenta humana. Até o momento, o mecanismo exato de ação da polilaminina no tratamento de traumas medulares ainda não é totalmente compreendido.

O estudo é patrocinado pela empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.

O estudo

A pesquisa clínica envolverá pacientes com idade entre 18 e 72 anos, que apresentem lesões completas e agudas da medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica.

Os locais onde o estudo será realizado ainda serão definidos e posteriormente informados à Anvisa.

Como se trata de uma fase inicial, os dados coletados não serão suficientes para avaliar a eficácia do tratamento. Caso os resultados indiquem segurança, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3, destinadas a analisar se o medicamento é efetivo.

Segurança

A avaliação de segurança inclui o monitoramento rigoroso de eventos adversos, observando frequência, gravidade e possível relação com o medicamento ou com o procedimento de aplicação.

A empresa patrocinadora será responsável por coletar e analisar todos os eventos, inclusive os considerados não graves.

A Anvisa também determinou atenção especial à possível produção de anticorpos contra a polilaminina, o que pode ocorrer caso o sistema imunológico identifique a substância como estranha. Qualquer reação adversa grave e inesperada deverá ser comunicada imediatamente à Agência.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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