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Afogamento é uma das maiores causas de morte infantil no Brasil

Alerta da Sobrasa indica que quatro crianças perdem a vida por dia no país; metade dos acidentes com os mais jovens acontece dentro do próprio ambiente doméstico

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Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças • Antonio Cruz / Agência Brasil

O período de férias escolares de julho exige atenção redobrada dos pais e responsáveis. Um alerta divulgado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) aponta que os afogamentos continuam no topo das causas de mortes de crianças e jovens no Brasil. Os números impressionam: em média, quatro crianças morrem afogadas todos os dias no país.

De acordo com o levantamento da entidade, o risco varia de acordo com a idade, mas permanece alarmante em todas as faixas do crescimento:

Ameaça dentro do lar

Ao contrário do que muitos pensam, o perigo não está apenas em praias e grandes rios. A Sobrasa revela que metade dos afogamentos com crianças acontece em ambientes domésticos. Situações cotidianas envolvem desde piscinas familiares até locais inesperados, como caixas d'água, banheiras, máquinas de lavar e até vasos sanitários.

O presidente da Sobrasa e coronel do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Fábio Braga, reforça que a tragédia é perfeitamente evitável. Segundo o especialista, até 95% dos casos poderiam ser prevenidos com a combinação de informação e barreiras físicas.

"Até 95% dos afogamentos poderiam ser evitados através de educação e informação", diz o coronel Braga.

Estatísticas gerais e prevenção

O cenário amplo no Brasil também é preocupante: a cada 90 minutos, uma pessoa morre afogada no país, totalizando 5.742 mortes anuais. Desse montante, cerca de 40% das vítimas têm menos de 29 anos. Nos adultos, o perfil muda: dois terços dos casos fatais acontecem em águas naturais, como rios, lagos e represas.

Para reverter esses números, a Sobrasa promove neste mês uma grande campanha nacional de conscientização, mobilizando mais de 10 mil voluntários — incluindo bombeiros, guarda-vidas e universidades. O foco principal é lembrar que atitudes simples salvam vidas.

Como proteger os pequenos em casa

  • Supervisão 100% ativa: nunca deixe uma criança sozinha perto da água, mesmo por poucos segundos ou em superfícies rasas.

  • Barreiras físicas: instale cercas de proteção (com altura mínima de 1,5m e portões com tranca automática) ao redor de piscinas.

  • Atenção aos reservatórios: mantenha caixas-d'água, cisternas e tambores sempre lacrados. Evite deixar baldes ou banheiras cheias após o uso e mantenha a tampa do vaso sanitário fechada.

Campanha

Pelo Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, comemorado em 25 de julho, a Sobrasa promove campanha com 10 mil voluntários da organização no país. Participam também instituições públicas e privadas, universidades, clubes, corporações de bombeiros, guarda-vidas, entre outros.

Segundo afirmou Braga, a ideia é celebrar a vida e passar à população uma mensagem de alerta sobre o problema dos afogamentos e medidas educativas de prevenção.

A Sobrasa destaca que o afogamento não acontece por acaso. Por isso, informação, vigilância e comportamento seguro são as formas mais eficazes de evitar mortes.

Entre as ações, está prevista a iniciativa Celebrando sua Cidade, que promoverá palestras, cursos e treinamentos sobre segurança aquática em diferentes estados brasileiros.

Outra ação será o movimento Go Blue – Vista-se de Azul, que incentiva a iluminação de monumentos, prédios públicos e pontos turísticos na cor azul. Já estão confirmados para se “vestirem” de azul, em 25 de julho, o monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; o Estádio Mané Garrincha, em Brasília; a Arena Castelão, no Ceará, entre outros.

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