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Acusada de racismo, advogada que chamou funcionário de lanchonete de 'macaco sujo' diz que lamenta caso

Fabiani Marques Zouki, de 46 anos, responde pelo crime de injúria racial, agressão contra os funcionários e embriaguez ao volante

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Vídeo mostra momento que advogada sai do carro e agride funcionários • Divulgação

A advogada Fabiani Marques Zouki, de 46 anos, filmada agredindo e sendo racista com cinco funcionários de uma rede de fast food em São Paulo, divulgou uma nota à imprensa para desculpar-se nessa terça-feira (30). Ela foi presa em flagrante na noite do dia 26 de julho, mas foi solta no dia seguinte após passar por audiência de custódia.

Por meio de nota encaminhada pelo advogado Carlos Eduardo Lucera, a mulher declarou que "lamenta profundamente tudo o que aconteceu" e "deixa claro, apenas para que a informação seja completa, que no momento dos fatos foram dirigidas ofensas e xingamentos contra si".

Ainda de acordo com o comunicado, a advogada reconheceu que "ao ver o retrovisor danificado e as portas do seu carro amassadas, ficou revoltada. Desde o evento, ela está sendo bombardeada por mensagens de ódio vinda [sic] de todos os cantos".

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Mulher xingou funcionário de 'macaco sujo'

"Já no carro, ela gesticulou novamente e me chamou de 'macaco' e 'macaco sujo'. Aí eu me revoltei. eu não ia agredi-la, mas foi aí que eu desferi um soco no retrovisor do carro", contou.

Entenda o caso

Na madrugada da última sexta-feira (26), Fabiani Marques Zouki foi até uma unidade do Burguer King em Moema, na Zona Sul de São Paulo. Incomodada com uma suposta demora, ela xingou o atendente de ‘macaco sujo’. Revoltado, o funcionário teria quebrado o retrovisor do carro da advogada.

De acordo com a polícia, no momento da prisão, ela estava alterada e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ela foi conduzida ao 27º DP, prestou depoimento na madrugada e permaneceu detida até a audiência de custódia. Ela é acusada de injúria racial e agressão contra os funcionários da lanchonete. Ela também responde por embriaguez ao volante.

Após a audiência de custódia, a Justiça decidiu soltar a advogada. Porém, ela deverá manter distância de 300 metros do Burguer King onde ocorreu o crime, não poderá se aproximar dos funcionários agredidos por ela e deverá comparecer todo mês em juízo.

Em nota, o Burger King repudiou as ofensas racistas e afirmou que presta “assistência psicológica e jurídica aos funcionários envolvidos na ocorrência”.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.