Acompanhante afirma que foi agredida por estudante de medicina momentos antes da ação da polícia
Gabriele Caetano, de 21 anos, disse que conhecia há dois anos Marco Aurélio e que o estudante devia R$ 20 mil reais por serviços prestados como garota de programa

Uma discussão entre um estudante de medicina e uma garota de programa pode ter desencadeado uma sequência de eventos que culminou na morte do jovem em um confronto com a Polícia Militar, na madrugada de quarta-feira (19), em um hotel na zona sul de São Paulo.
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Na noite da terça-feira (19), Gabriele estava em um bar no bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo, quando encontrou, por acaso, com o estudante de medicina, que segundo relatos da jovem, já estava alterado. Por volta das 2h, Marco Aurélio teria mandado uma mensagem dizendo ter relações sexuais com ela. Gabriele aceitou o convite, mas, segundo ela, não pretendia se relacionar come ele, apenas cobrar a dívida de R$ 20 mil e depois ir embora.
Os dois teriam iniciado uma discussão quando Marco Aurélio se recusou a pagar o valor. "Ele começou a me empurrar e a me bater na cabeça. Eu gritei por ajuda e chamei a atenção do recepcionista", relatou Gabriele. Assustada, a jovem fugiu do quarto e se escondeu em um cômodo auxiliar. Pouco tempo depois, ela ouviu um disparo e viu Marco Aurélio caído no chão. Segundo Gabriele, ela não presenciou o momento em que o policial atirou.
O resgate do estudante
A jovem também disse que o estudante foi socorrido e que foi como acompanhante na ambulância. Dentro do Hospital Ipiranga, para onde Marco Aurélio foi levado e que ela ficou aguardando do lado de fora.
Gabriele também afirmou que quando a família de Marco Aurélio chegou, começou a ofendê-la, e o irmão de Marco Aurélio, de nome Pedro, desferiu um soco no rosto da jovem. Ele também teria a ameaçado dizendo que 'iria matá-la'.


