O Instituto Butantan, de São Paulo,
A principal dificuldade está na ampliação da produção para atingir uma escala de centenas de milhões de doses. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, embora o Butantan já tenha iniciado a fabricação, ainda não há previsão para uma vacinação em larga escala neste ano. "É fundamental esclarecer que, independentemente da aprovação da Anvisa, a produção precisa alcançar um volume adequado para atender a população”, destacou. O anunciou foi feito na última quarta-feira (22).
De acordo com previsões do instituto divulgadas em dezembro, a
Antes de serem distribuídas, as doses precisam ser aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está analisando a documentação submetida pelo Butantan. Após essa etapa, a vacina também será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para inclusão no programa nacional de imunização.
A Butantan-DV será aplicada em dose única e, conforme apontam estudos clínicos, apresenta “excelente eficácia”, segundo a ministra da Saúde. Enquanto a vacina não está disponível em larga escala, o governo reforça a importância das medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti.
Ainda em Brasília, Nísia Trindade reuniu-se com representantes de conselhos, instituições de saúde, especialistas e membros da sociedade civil para discutir estratégias de combate à dengue e outras arboviroses.
Na próxima semana, antes do retorno das aulas na rede pública, os ministérios da Saúde e da Educação relançarão iniciativas do programa Saúde na Escola. Presente em 96% dos municípios brasileiros, o programa busca transformar as escolas em espaços livres da dengue. Entre as ações planejadas estão campanhas de conscientização, mobilização das comunidades escolares e a aplicação de inseticida de longa duração nas instalações educacionais para combater o Aedes aegypti.