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Viúva de recém-casado atropelado por BMW no RJ revela detalhes do acidente: 'Vi ele no ar'

'Eu falava, pelo amor de Deus, salva meu marido', conta Bruna Villarinho Toshiro, viúva de Fábio Toshiro, atropelado por uma BMW no dia 13 de junho, no Rio de Janeiro; motorista segue foragido

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Após testemunhar atropelamento do marido, viúva revela detalhes do acidente: 'foi muito rápido, muito de repente'. • Foto: Divulgação / TV Globo / Redes Sociais

Vitor Viera Belarmino, o motorista responsável pelo atropelamento e morte do fisioterapeuta Fábio Toshiro, no dia 13 de junho, no Rio de Janeiro, continua foragido. Fábio e sua esposa haviam se casado horas antes do acidente.

Em entrevista ao “Fantástico”, a viúva contou detalhes importantes da noite do ocorrido. Bruna Villarinho Toshiro muita balada deu entrevista do apartamento onde morava com o fisioterapeuta há dois anos.

“Estou tentando sobreviver, estou tentando pensar no melhor que eu possa emanar para o Toshiro. Ele era um cara amigo, era um cara parceiro, era um cara que cuidava de todo mundo. No trabalho ele era um cara extremamente responsável, dedicado”, disse a enfermeira.

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"A gente estava muito feliz. A adrenalina estava lá em cima. A gente queria conversar do casamento, às vezes conversar umas minúcias. Não deu tempo de conversar na festa”, conta Bruna, que testemunhou o atropelamento do marido por um carro que, segundo ela, os surpreendeu em alta velocidade.

“A gente saiu do hotel e a gente já viu que a pista estava tranquila. Eu estava de lado e não vi nada de diferente. Eu só vi, de fato, quando, do nada, mais rápido do que a velocidade da luz, aquele carro. E aí, quando eu olho, ele estava lá em cima, já no ar. E aí ele estava lá em cima do ar e caiu. E aí eu comecei a gritar. E aí eu só vi um motoqueiro passando por mim, falando: 'eu vi quem foi, eu vou atrás. E eu falava: 'pelo amor de Deus, salva meu marido. A gente acabou de casar. Salva ele. Eu só vi que esse carro branco. Pelo barulho de aceleração, eu vi que era um carro muito potente. Eu vi que deu uma ligeira... uma encostada, só que depois saiu arrancando de novo”, contou ela.

Vitor aparentava estar em alta velocidade em uma via com limite de 70 quilômetros por hora. Após o crime, ele fugiu sem prestar socorro.

"O Vitor não acha justo se entregar, ficar preso por um crime que ele não tem responsabilidade", afirma Gabriel Habib, advogado de Vitor. Já o motoqueiro negou que tenha encostado em Fábio. Bruna, a principal testemunha do caso, confirma.

"Não senti absolutamente nada. Só foi mesmo na hora que o carro apareceu com uma velocidade, mas que foi muito rápido, muito de repente. Ele estava um pouco na minha frente, mas assim, foi tão assim que eu não vi nem no momento que o carro pegou ele", afirma ela.

A Polícia Civil diz, em nota que está ouvindo testemunhas, analisando, câmeras de segurança e fazendo diligências para localizar o autor e esclarecer o atropelamento.

"Eu não tenho o que eu mais queria de volta, mas eu acho que eu fico mais tranquila que a justiça do homem, da polícia, do processo será realizada. Eu acho que ele foi feliz, porque ele realizou os nossos sonhos, ele conseguiu também falar para mim tudo aquilo que ele falou e eu também, eu realizei meu sonho com ele e consegui falar tudo para ele. Foram esses momentos que a gente aproveitou e que vão ficar no meu coração e na minha mente para sempre", finalizou ela.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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