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Fugitivos de Mossoró presos no Pará: relembre como foram os 51 dias de buscas

Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, de 36, estavam foragidos desde 14 de fevereiro; buscas envolveram 500 agentes e custaram mais de R$ 2 milhões ao governo

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Fugitivos estavam a 1.600 km de distância do presídio de onde fugiram • PRF / Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) capturou, nesta quinta-feira (4), os dois detentos que haviam fugido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, de 36, foram encontrados em Marabá, no Pará - cidade a 1.600 km de Mossoró. A operação contou com o auxílio da Polícia Federal (PF).

Criminosos receberam ajuda

Em 13 de março, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse em coletiva de imprensa que os criminosos só obtiveram êxito na fuga por estarem sendo ajudados.

“Estão sendo apoiados com roupas, alimentos e agora estão numa região que existe pomares, frutas, bananeiras, o que facilita a alimentação. Estão em uma área de mata densa, não só pelas características da flora da região, Caatinga, mas pela extensão da área e pela facilidade que têm hoje para encontrar alimento”, afirmou o ministro da Justiça à época.

Mecânico deu comida para fugitivos

Durante a operação em busca aos fugitivos, a PF prendeu sete pessoas suspeitas de terem ajudado os homens a se esconder. Um deles é o mecânico Ronaildo da Silva Fernandes, que mora na cidade de Baraúna (RN), a cerca de 35 km de Mossoró.

Em depoimento à PF, o mecânico contou que a dupla ficou uma semana hospedada no sítio dele. Ronaildo disse que só ajudou os fugitivos porque foi ameaçado. “Estava eu, minha esposa e meu menino pequeno. Aí, por volta de 23h, 0h, a gente estava quase dormindo já, invadiram a porta, entraram para dentro, pegaram eu e minha esposa. Disse que se eu não fizesse o que eles me mandassem, iriam me matar, matar minha família. Aí eu fui obrigado a ficar assim”, afirmou.

Ronaildo ainda contou que os criminosos pediram para que ele voltasse para a casa aonde mora em Baraúna e fosse, todos os dias, levar mantimentos no sítio. Apesar da pista, descoberta em 23 de fevereiro (nove dias depois da fuga), a PF não conseguiu encontrar Deibson e Rogério. Os dois já haviam deixado o sítio do mecânico quando a PF foi até o local.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.