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Quanto custa manter um carro popular no Brasil em 2026? Veja como economizar

As despesas de um carro popular no país pode superar o valor do salário mínimo, diz especialista

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Renault Kwid Zen
Renault Kwid Zen • Rodolfo Buhrer / Divulgação Renault

Ter um automóvel vai muito além do valor pago na compra do veículo. Em 2026, os custos para manter um automóvel no Brasil podem representar uma parcela significativa do orçamento das famílias, envolvendo despesas como combustível, seguro, IPVA, licenciamento, manutenção, pneus, pedágios e estacionamento.

Segundo o levantamento realizado pelo Serasa, 67% dos lares brasileiros colocam os gastos com automóveis entre os três maiores custos anuais. Para um veículo popular utilizado diariamente, as despesas médias com combustível, seguro, impostos, manutenção e lavagem podem chegar a R$ 1.632 por mês, de acordo com Ubirani Pinho, CEO da TODOS Protegidos, associação de proteção veicular.

• Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
• Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O valor, que supera o salário mínimo nacional (R$ 1.621), pode variar conforme o modelo do carro, idade do veículo e quilometragem percorrida. Para reduzir esse impacto no orçamento, o especialista aponta que mudanças de comportamento e escolhas mais estratégicas podem fazer diferença.

Entre as medidas estão adotar uma condução mais econômica, realizar manutenções preventivas e avaliar alternativas de proteção para o veículo que ofereçam equilíbrio entre custo e cobertura.

Combustível segue como principal vilão do orçamento

• Rovena Rosa/Agência Brasil
• Rovena Rosa/Agência Brasil

De acordo com Ubirani Pinho, o combustível continua sendo o item que mais pesa para grande parte dos motoristas brasileiros, principalmente devido às oscilações de preço e ao uso frequente do veículo. “O combustível continua sendo o item que mais impacta o orçamento da maioria dos brasileiros, devido às constantes oscilações de preço e ao uso diário do veículo”, afirma o especialista.

Além dos fatores internos, Pinho destaca que acontecimentos internacionais, como conflitos geopolíticos, podem influenciar os preços dos combustíveis, aumentando a necessidade de planejamento por parte dos consumidores.

Hábitos simples ajudam a economizar

Além da escolha de serviços e proteções adequadas, atitudes no dia a dia também podem reduzir os gastos com o automóvel. Uma condução mais suave, evitando acelerações e frenagens bruscas, ajuda a diminuir o consumo de combustível e reduz o desgaste de componentes como o sistema de freios.

Outro ponto importante é evitar multas e manter impostos como IPVA e licenciamento em dia, evitando custos adicionais com juros e penalidades.

• Reprodução internet
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A manutenção dos pneus também influencia diretamente no orçamento. O alinhamento e o balanceamento periódicos ajudam a aumentar a vida útil dos pneus, enquanto a calibragem correta contribui para reduzir o consumo de combustível e evitar desgaste irregular.

Por fim, seguir o cronograma de revisões indicado pelo fabricante é uma das principais formas de evitar despesas inesperadas. A troca de óleo, filtros e componentes como o kit de correias dentro dos prazos recomendados pode prevenir falhas mecânicas e reparos de maior valor.

“Manter um veículo em 2026 exige planejamento financeiro e escolhas inteligentes, mas a adoção de uma condução consciente, a realização de revisões periódicas e a contratação de uma associação de proteção veicular contribuem para reduzir custos e evitar despesas inesperadas”, destaca o executivo.

Proteção veicular pode ajudar a reduzir custos

Outro ponto que merece atenção no orçamento do motorista é a proteção do veículo. O setor passou por mudanças recentes com a Lei Complementar nº 213/2025, que estabeleceu regras para operações de proteção patrimonial mutualista, enquanto a regulamentação avançou em 2026. Nesse cenário, o consumidor deve avaliar não apenas o preço, mas também as condições de cobertura e a regularidade da associação contratada.

• Shutterstock
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“Com as mesmas vantagens do seguro, a proteção veicular funciona por meio de associações, nas quais os participantes contribuem para um fundo destinado a cobrir eventos previstos nas condições da proteção contratada”, explica o Pinho.

Segundo o executivo, uma das possíveis vantagens desse modelo é o custo mais baixo, que pode ficar 20% abaixo da média do mercado em comparação ao seguro tradicional. A proteção pode auxiliar o motorista em situações previstas no contrato, como colisões, furtos e roubos. No entanto, o especialista reforça a importância de verificar detalhadamente as coberturas oferecidas, as regras do contrato e os valores envolvidos antes da contratação.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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