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Vaca é flagrada em piscina com calor de 34° graus em SC; veja impactos nos bovinos

O vídeo viralizou nas redes sociais e promove uma reflexão importante sobre os impactos do calor extremo no rebanho bovino; veja cuidados fundamentais

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A onda de calor que atuou na última semana impôs diversos desafios aos animais • Reprodução/ Redes sociais

Com temperaturas de 34°C, uma vaca foi flagrada invadindo uma piscina na quarta-feira (5). O fato foi registrado em Içara, no interior de Santa Catarina e mobilizou moradores locais e o Corpo de Bombeiros para o resgate. 

O vídeo viralizou nas redes sociais com vários comentários descontraídos de internautas. No entanto, o registro leva a uma reflexão importante sobre os impactos do calor extremo no rebanho bovino.

A onda de calor que atuou na última semana impôs diversos desafios aos animais, quanto à manutenção da temperatura corporal, frequência respiratória e parâmetros produtivos e reprodutivos.

Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), quando há combinação entre temperaturas elevadas e alta umidade relativa a situação pode piorar ainda mais. Nas criações de bovinos, a ocorrência de dias de calor extremo requer o monitoramento constante do rebanho.

Cuidados

A identificação precoce de animais em condições de estresse térmico permite ações pontuais, para a reversão desse quadro crítico, promovendo o conforto e bem-estar dos animais.

'É preciso atentar para alguns conceitos de ambiência e bioclimatologia na pecuária, amenizando os efeitos do calor extremo ao gado. Entre elas, prover sombra e água fresca ao gado é o principal a ser feito. A água deve estar disponível em diferentes locais. É preciso abrigar os animais da exposição direta dos raios solares nas horas mais quentes do dia, seja através de sombra natural ou artificial'

— - explica o pesquisador.

As vacas de alta produção sofrem mais com o calor quando comparadas a animais de menor capacidade leiteira. Pelo fato de produzirem mais leite, ingerirem maior quantidade de alimento, possuem metabolismo mais elevado e geram maior calor endógeno, portanto, são mais suscetíveis a entrarem em estresse térmico, sobretudo nas regiões mais quentes.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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