Preços do algodão recuam em setembro, mas média é a maior desde 2025
Queda das cotações internacionais e da paridade de exportação pressiona o mercado, enquanto demanda doméstica segue limitada

As cotações do algodão em pluma recuaram no acumulado de setembro, pressionadas pelas baixas dos valores internacionais e da paridade de exportação, sobretudo na segunda quinzena. Apesar da retração ao longo do mês, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ foi a maior, em termos reais, desde junho de 2025.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os agentes deram prioridade ao cumprimento de contratos a termo, tanto para o mercado interno quanto para o externo. As exportações brasileiras, por sua vez, seguiram apresentando bom ritmo.
Segundo o Centro de Pesquisas, a demanda doméstica permaneceu limitada durante o período, levando parte dos vendedores a flexibilizar as ofertas para fechar novos negócios.
Os compradores estiveram focados principalmente na aquisição de volumes para atender às necessidades de curto prazo. Enquanto isso, as indústrias continuaram utilizando estoques e matéria-prima já contratada, reduzindo o interesse por novas compras no mercado spot.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



