Novos focos de gripe aviária são detectados em aves silvestres no Rio e em São Paulo
Ambos os casos foram identificados em aves da espécie Thalasseus maximus, respectivamente, em Ubatuba e Niterói

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou ontem (5), à noite, o primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) no estado de São Paulo. A ave silvestre da espécie Thalasseus maximus (trinta-réis-real) foi encontrada no município de Ubatuba, litoral norte. Também foi detectado mais um foco no Rio de Janeiro, em Niterói, igualmente em um Thalasseus maximus (trinta-réis-real). A espécie considerada ameaçado de extinção pela lista nacional de espécies ameaçadas de extinção, do Ministério do Meio Ambiente.
Seu nome científico significa: (grego) thalasseus, thalassa = mar; e do (latim) maximus = maior. Ou seja ave marinha maior. Mede de 48 a 53 cm de comprimento e pesa de 350 a 450 gramas. Possui muitas semelhanças com as gaivotas, tanto na aparência quanto nos hábitos.
Agora, ao todo são 24 confirmações de focos em aves silvestres nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. No entanto, o Brasil continua livre de influenza aviária na criação comercial e mantém seu status de livre de influenza aviária, exportando seus produtos para consumo de forma segura. O consumo de carne e ovos se mantém seguro no país.
Todos os estabelecimentos ou criações de aves num raio de 10km dos focos nos estados estão sendo investigados e orientados quanto às medidas de prevenção, conforme prevê o Plano de Contingência de IAAP do Departamento de Saúde Animal. As ações para detecção, vigilância e prevenção da ocorrência do vírus no Brasil continua a ser realizado de forma conjunta entre o Mapa, o Ministério do Meio Ambiente (ICMBio e IBAMA) e o Ministério da Saúde.
A doença já foi identificada nas espécies: Thalasseus acuflavidus (trinta-réis-de-bando), Sula leucogaster (atobá-pardo), Thalasseus maximus (trinta-réis-real), Sterna hirundo (Trinta-réis-boreal), Sterna hirundinacea (trinta-réis-de-bico-vermelho), Megascops choliba (corujinha-do-mato), Cygnus melancoryphus (cisne-de-pescoço-preto), Chroicocephalus cirrocephalus (Gaivota-de-cabeça-cinza), Fregata magnificens (Fragata) e Nannopterum brasilianum (biguá).
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