Exportações do Paraná crescem 5,5% e chegam a US$ 18,7 bilhões de janeiro a setembro de 2026
De janeiro a setembro de 2026, soja, carne de frango e farelo de soja lideraram as vendas externas do estado, que comercializou produtos com 208 mercados internacionais e registrou saldo positivo de US$ 1,8 bilhão na balança comercial

O Paraná alcançou a marca de US$ 18,7 bilhões em exportações de janeiro a setembro deste ano, alta de 5,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram US$ 17,7 bilhões vendidos ao exterior. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram um patamar mensal acima de US$ 2 bilhões exportados desde março de 2026.
O melhor mês do ano até o momento em relação à venda de produtos paranaenses para o exterior foi julho, quando foram comercializados US$ 2,37 bilhões, seguido por agosto (US$ 2,32 bilhões), abril (US$ 2,29 bilhões) e junho (US$ 2,20 bilhões). Em setembro, o resultado foi de US$ 2,11 bilhões.
Entre os itens de maior representatividade na pauta de exportações paranaenses estão a soja, com US$ 3,9 bilhões, a carne de frango in natura, com US$ 3,3 bilhões, e o farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão, com variações positivas em relação ao mesmo período de 2025. A carne de frango aumentou sua participação na balança comercial em 2026, passando de 14,7% para 17,5%, enquanto a soja em grão e o farelo ficaram estáveis.
A maior variação, entretanto, foi registrada pelo aumento na comercialização de óleo de soja bruto, que passou de US$ 419,5 milhões para US$ 750,5 milhões, alta de 78,9%. Papel, com US$ 694,2 milhões; máquinas de terraplanagem e perfuração, com US$ 583,1 milhões; celulose, com US$ 494,1 milhões; óleos e combustíveis, com US$ 454,8 milhões; veículos de carga, com US$ 451,5 milhões; e automóveis, com US$ 442,9 milhões, completam a lista. Demais produtos chegaram a quase US$ 6,6 bilhões.
Principais destinos
Sexto maior exportador do país, os produtos do Paraná chegaram a 208 diferentes mercados internacionais no período de janeiro a setembro de 2026.
O principal destino foi a China, que comprou US$ 4,3 bilhões, o equivalente a 23,1% de tudo que foi comercializado pelo Paraná ao exterior nos nove primeiros meses de 2026. Apesar de uma redução em relação ao ano anterior, a Argentina segue como a segunda maior parceira comercial, com US$ 1 bilhão comprado, seguida por Estados Unidos (US$ 840,4 milhões), Índia (US$ 774 milhões) e México (US$ 716,3 milhões).
Também com exportações relevantes aparecem Irã (US$ 570,3 milhões), Peru (US$ 542,9 milhões), Paraguai (US$ 526,2 milhões), Chile (US$ 491,1 milhões) e Japão (US$ 476,4 milhões), este último com a maior variação positiva entre os 10 principais mercados paranaenses, com alta de 65,3% em relação à soma dos três primeiros trimestres de 2025. Esse crescimento, segundo o Ipardes, foi puxado principalmente pela expansão dos negócios envolvendo carne de frango.
Importação
Já o valor que o Paraná compra do exterior cresceu 10,4% no período, passando de US$ 15,3 bilhões para US$ 16,9 bilhões. Entretanto, a balança comercial é favorável ao estado em US$ 1,8 bilhão, resultado dos US$ 18,7 bilhões exportados menos o valor importado.
Apesar de ser o item mais comprado no Paraná, os adubos e fertilizantes registraram uma diminuição no volume importado de 10,1%, chegando a US$ 2,1 bilhões, o que pode indicar uma dependência menor do mercado internacional. Óleos e combustíveis, automóveis, autopeças e produtos químicos orgânicos foram os produtos com maior volume, em dólares, comprados do exterior.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



