Belo Horizonte
Itatiaia

Com mais de 28 mil visitantes, festival em BH consagra novos queijos artesanais de Minas

Festival trouxe duas grandes novidades: o Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí e o Requeijão Moreno

Por e 
Com mais de 28 mil visitantes, festival em BH consagra novos queijos artesanais de Minas
Evento no Parque da Gameleira foi realizado de 4 a 6 de junho • Divulgação/ Corp Comunicação

O Festival do Queijo Artesanal de Minas encerrou sua edição de 2026 como um dos principais encontros dedicados à cultura queijeira no Brasil. Realizado no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, o evento reuniu 28.766 pessoas ao longo de três dias de programação, superando o público do ano anterior e reforçando o protagonismo do setor no cenário nacional.

O fluxo de visitantes foi intenso desde a abertura: na quinta-feira (4), o festival recebeu 12.143 pessoas; na sexta (5), foram 7.763 visitantes; e o sábado (6) fechou com chave de ouro, registrando mais 8.860 participantes.

Regulamentação e as estreias de 2026

Além dos números expressivos de público, a edição deste ano ficou marcada pela celebração da diversidade e pelos avanços legais na gastronomia do estado. O festival trouxe duas grandes novidades que atraíram a atenção dos paladares mais exigentes: o Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí e o Requeijão Moreno.

Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí • Luisa Marques/Itatiaia
Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí • Luisa Marques/Itatiaia

Singularidades do patrimônio gastronômico mineiro, ambos os produtos conquistaram recentemente a regulamentação oficial do Governo de Minas. A medida é um divisor de águas: permite a comercialização formal e garante a padronização e a segurança sanitária dos produtos, abrindo novas portas para os produtores dessas regiões.

Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o evento vai muito além da comercialização instantânea. "O Festival do Queijo Artesanal de Minas se consolida, a cada edição, como uma importante vitrine para os produtores mineiros. Mais do que celebrar uma tradição, o evento gera oportunidades, amplia mercados e fortalece um dos produtos mais emblemáticos da nossa identidade".

 

O gosto do público e histórias de sucesso

Um dos momentos mais aguardados da programação foi a tradicional votação popular. Após degustarem amostras de diferentes territórios, os visitantes elegeram o queijo da Região do Serro como o grande favorito desta edição. A Mantiqueira de Minas garantiu o segundo lugar, seguida de perto pelo Vale do Jequitinhonha, que conquistou a terceira colocação.

A força da regularização dos produtos foi exemplificada na história de José Alves dos Santos, produtor do Queijo Cabacinha da Fazenda Terra Estranha, em Joaíma (Vale do Jequitinhonha). Participando do festival pelo segundo ano consecutivo, ele relata que a certificação conquistada por seu produto em 2025 transformou a realidade do negócio.

Com uma produção estabilizada em cerca de 200 litros de leite por dia, a fazenda expandiu as vendas para várias regiões do estado. "Antes eu não conseguia vender toda a minha produção. Com a certificação, a situação mudou. O festival abriu portas e nos permitiu participar de feiras e eventos que deram mais visibilidade ao nosso queijo", comemorou o produtor.

Futuro promissor

Ao longo dos três dias, o público pôde usufruir de harmonizações, aulas-show gastronômicas e palestras que aproximaram o consumidor do processo cultural e histórico por trás de cada pedaço de queijo.

Para o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo, o balanço final da feira deixa uma mensagem clara de crescimento e robustez econômica. "Encerramos esta edição com resultados muito positivos e a certeza de que o queijo artesanal mineiro segue ganhando reconhecimento e valor. O festival mostra a força dos nossos produtores e a importância dessa cadeia para o desenvolvimento do estado".

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

Por

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.