Café pode faltar na mesa do brasileiro no fim de ano
O consumidor pode levar mais um beliscão no bolso com o aumento dos preços do café no mercado internacional

Amigas e amigos do agro!
Pode faltar café na mesa do brasileiro no fim de ano.
O consumidor mineiro e por extensão o brasileiro podem levar mais um beliscão no bolso com o aumento dos preços do café no mercado internacional com reflexo direto nas principais cooperativas de Minas Gerais.
A saca do café cereja, especial, abre a segunda-feira valendo entre 1.850 e 1.970 reais.
Já o arábica, bebida dura, o que a maioria dos brasileiros bebe diariamente, variando entre 1.620 a 1.680 reais a saca.
As industrias de torrefação que abastecem o mercado interno não encontram facilidades para comprar o volume necessário para atender a demanda do consumidor brasileiro, que hoje é o segundo maior do mundo.
O clima adverso esse ano deixou sequelas graves nos cafezais e nem as chuvas que chegaram tarde, conseguiram o efeito esperado.
Isso agita o mercado externo porque nessa época o consumo mundial de café aumenta por causa do frio europeu, América do Norte, enfim, nos países do hemisfério norte.
O café arábica subiu 12% durante os 4 dias da semana passada. O café robusta subiu 9%.
Segundo o Escritório Carvalhaes que apresentou um boletim completo sobre o momento do café, o Brasil deverá ter dificuldades para atender as exportações e o consumo interno no fim do ano.
Menos café na mesa do brasileiro por causa da elevada alta de preço é algo impensável. Não há nada similar para substituir nosso cafezinho.
Não é como o boi, que continua em disparada, mas nos dá como alternativas o frango, porco, peixe, ovo e por aí vai…
Itatiaia agro, Valdir Barbosa…
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



