Dia das Mães faz preço da carne suína subir; lombo e costela lideram
No campo, o reflexo da maior demanda foi sentido na estabilização dos preços do animal vivo

O mercado de carne suína registrou um aquecimento na demanda nesta primeira semana de maio. A proximidade do Dia das Mães, somada à entrada da massa salarial de início de mês, impulsionou a procura por cortes específicos e interrompeu o ciclo de desvalorização que vinha atingindo o setor.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a movimentação foi liderada por cortes tradicionais para festividades, como lombo e costela, que viram suas cotações subirem nos últimos dias.
Estabilidade para o produtor
No campo, o reflexo da maior demanda foi sentido na estabilização dos preços do animal vivo. Após uma sequência de baixas verificadas ao longo de abril e início de maio, as cotações pararam de cair.
Agentes de mercado consultados pelo Cepea relataram um aumento na procura por carregamentos extras para abastecer o varejo. No entanto, embora o volume negociado tenha crescido, esse aquecimento ainda não foi suficiente para provocar uma reação imediata de alta nos preços pagos ao produtor.
Projeções para as próximas semanas
O cenário, contudo, é de otimismo moderado para a segunda quinzena. Os pesquisadores do Centro de Pesquisas indicam que, se o ritmo de consumo for mantido, os valores do animal vivo podem manter a estabilidade atual ou registrar altas graduais, acompanhando a valorização observada nos cortes finais.
Essa tendência depende da manutenção do consumo doméstico após o feriado do Dia das Mães, período em que o poder de compra das famílias costuma ser maior devido ao pagamento dos salários.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



