Biofilme comestível feito com casca de romã aumenta vida útil dos morangos
Revestimento foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos da USP

Um estudo brasileiro desenvolveu um revestimento comestível que aumenta a vida útil do morango, um dos frutos mais perecíveis do mercado. O biofilme feito com extrato de casca de romã reduziu a gravidade das lesões provocadas por fungos.
Além da sua aparência atrativa o consumo do morango também traz vários benefícios nutricionais devido aos seus altos níveis de fibras alimentares, vitaminas, minerais entre outros. No entanto tem uma vida útil curta.
O biofilme é composto por resíduos de cascas de romã, ricas em antioxidantes, e quitosana extraída de lulas, sendo o custo estimado em aproximadamente US$ 0,03, ou seja, R$ 0,18 por fruta.
O estudo foi realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e em colaboração com pesquisadores da Embrapa Instrumentação e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob orientação do professor Stanislau Bogusz Junior. Confira o artigo completo neste link.
Minas é o maior produtor
O Brasil é o maior produtor de morangos da América do Sul, de acordo com a Embrapa, sendo Minas Gerais o principal estado produtor com 41,4% (15,581 mil toneladas) do total. Em seguida aparecem os Estados do Rio Grande do Sul, com 25,6% (9,643 mil toneladas), e de São Paulo, com 15,4% (5,8 mil toneladas).
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



