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Biofilme comestível feito com casca de romã aumenta vida útil dos morangos

Revestimento foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos da USP

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. A mesma bandeja de morango foi encontrada custando entre R$ 7,98 e R$ 16,99  • Divulgação Emater-MG

Um estudo brasileiro desenvolveu um revestimento comestível que aumenta a vida útil do morango, um dos frutos mais perecíveis do mercado. O biofilme feito com extrato de casca de romã reduziu a gravidade das lesões provocadas por fungos.

Além da sua aparência atrativa o consumo do morango também traz vários benefícios nutricionais devido aos seus altos níveis de fibras alimentares, vitaminas, minerais entre outros. No entanto tem uma vida útil curta.

O biofilme é composto por resíduos de cascas de romã, ricas em antioxidantes, e quitosana extraída de lulas, sendo o custo estimado em aproximadamente US$ 0,03, ou seja, R$ 0,18 por fruta.

O estudo foi realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e em colaboração com pesquisadores da Embrapa Instrumentação e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob orientação do professor Stanislau Bogusz Junior. Confira o artigo completo neste link.

Minas é o maior produtor

O Brasil é o maior produtor de morangos da América do Sul, de acordo com a Embrapa, sendo Minas Gerais o principal estado produtor com 41,4% (15,581 mil toneladas) do total. Em seguida aparecem os Estados do Rio Grande do Sul, com 25,6% (9,643 mil toneladas), e de São Paulo, com 15,4% (5,8 mil toneladas).

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde