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Timóteo mobiliza bloqueio vacinal após morcego testar positivo para a raiva no Ana Moura

Análise laboratorial realizada em Belo Horizonte confirmou o resultado com presença do vírus da raiva

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Divulgação | PMT

A Prefeitura de Timóteo informou nesta terça-feira (19) sobre o bloqueio vacinal iniciado no bairro Ana Moura, após, na manhã desta segunda, um morcego morto ser encontrado em uma residência na rua José Basílio. O animal apresentava comportamento estranho, permanecendo deitado e imóvel à luz do dia, e foi recolhido pela Unidade de Vigilância em Zoonoses. Após análise laboratorial realizada em Belo Horizonte, o resultado confirmou a presença do vírus da raiva.

Com a confirmação, equipes da Zoonoses iniciaram o bloqueio vacinal no bairro, abrangendo a área entre o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), atual ONG Engenho do Saber, e a divisa com o bairro Novo Tempo. Todos os cães e gatos com mais de três meses estão sendo vacinados, mesmo aqueles que já receberam a dose recentemente. Os animais imunizados agora também deverão participar da campanha anual prevista para setembro. A Unidade de Vigilância em Zoonoses disponibilizou, até às 16h desta terça-feira (19), um ponto fixo, ao lado do CRAS, para a vacinação dos animais domésticos dentro do raio de abrangência do bloqueio vacinal.

A médica veterinária Maria Izabela Quintão, responsável pela ação, reforçou a importância da colaboração dos moradores. “É fundamental permitir a entrada dos agentes e seguir as orientações. Graças ao trabalho de vigilância, conseguimos evitar que o vírus da raiva chegue aos animais domésticos”, destacou.

Orientações à população

A raiva é uma zoonose grave, transmitida por mamíferos silvestres como morcegos, saguis, gambás e quatis. Por isso, a recomendação é: Não tocar em animais silvestres mortos ou desorientados; Acionar imediatamente a Unidade de Vigilância em Zoonoses ao encontrar qualquer animal nessas condições. O telefone da Unidade é (31) 3847-7676; Manter cães e gatos vacinados, mesmo fora dos períodos de campanha, quando há casos confirmados na região.

A vacina antirrábica é a principal forma de proteção contra a doença, que é fatal tanto para animais quanto para humanos. A adesão da comunidade é essencial para garantir a segurança coletiva.