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Dengue: crianças e idosos exigem mais cuidados

Neste ano, as duas doenças podem ter causado 11 óbitos na região

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Outro resultado é que entre as pessoas que foram vacinadas e, mesmo assim, tiveram  dengue, houve redução de 80,3% no número de internações com relação a quem não foi imunizado.
Aedes aegypti transmite doenças como dengue, Zika e a Chikungunya • foto

Neste ano, o Vale Aço enfrenta o segundo ano seguido de epidemia de arboviroses. Somente em janeiro, foram registrados 1.825 casos de dengue e 5.773 de chikungunya, segundo dados do painel de monitoramento de casos da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

No mesmo período, as duas doenças podem ter causado 11 óbitos na região. A investigação é feita pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. Diante do cenário, é necessário tomar cuidados redobrados com o Aedes aegypti, mosquito transmissor das doenças. A atenção deve ser maior com crianças e idosos. Carmelinda Lobato de Souza, médica e infectologista, explica os motivos.

“Os extremos de idade geralmente são de risco para essas doenças de infecto contagioso. Em virtude da imunidade que cada um possui, o sistema imunológico da criança ainda não está adequadamente constituído e no caso do idoso, por causa mesmo dos efeitos fisiológicos da faixa etária, essa imunidade também está comprometida”, explica.

Ricardo Luiz Fontes Moreira, médico infectologista do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais, aponta que os pais e responsáveis devem estar atentos, pois as crianças podem ter dificuldades em expressar de forma mais efetiva os sintomas que sentem.

“Se deve ao fato das crianças, em especial aquelas crianças pequenas, apresentarem sintomas muito inespecíficos da doença, e por não verbalizar de forma específica as queixas, muitas vezes não são percebidos como sinais e sintomas de dengue pelos pais ou pelos profissionais da saúde. A recusa de alimentos, quadro de vômitos persistentes, diarréia, fezes amolecidas, choro persistente, irritabilidade, prostração podem ser sintomas muitas vezes pouco valorizados e já característicos da doença. Dessa forma, é comum que as crianças cheguem ao serviço de saúde, já com forma grave da doença, devido à identificação muito tardia dos sintomas que elas apresentam”, aponta.

Carmelinda ainda pontua que, além de crianças e idosos, há outros grupos que são considerados de risco para contágio das arboviroses. As demais pessoas que se enquadram no grupo de riscos são aquelas pessoas que têm alguma comorbidade, alguma doença de base na hipertensão, diabetes, pneumopatas, imunodeprimidos e gestantes”, salienta.

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