Conselho cobra reforço na segurança do Hospital Municipal de Ipatinga
Em nota, a administração de Ipatinga se posiciona sobre a situação e informa atuação integrada entre a vigilância patrimonial e a Guarda Civil Municipal

Membros do Conselho Municipal de Saúde de Ipatinga relataram à Itatiaia situações de insegurança que ocorrem no Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM), localizado no bairro Cidade Nobre.
Entre as reclamações, destacam-se furtos de pertences e agressões. O relato foi feito durante a reunião ordinária de agosto do conselho. Os membros do órgão colegiado ainda afirmam que essa situação, além da insegurança, tem prejudicado a saúde mental dos funcionários.
“Hoje, infelizmente no hospital municipal muitos funcionários são agredidos, acompanhantes de pacientes tem pertences roubados, justamente por falta de segurança. O Conselho Municipal de Saúde já solicitou ao Executivo a instalação de uma base da Guarda Civil Municipal para poder amenizar a situação e até erradicar. Com toda certeza, nunca se teve tantos funcionários com a saúde mental fragilizada quanto agora, justamente devido às situações que a gente vive aqui dentro do hospital”, relatou Carlos Eugênio, funcionário do setor administrativo do HMEM e conselheiro da saúde em Ipatinga.
Carlos explica que na recepção do hospital há uma sala, que inclusive está plotada com a logo da Guarda Civil Municipal (GCM), e cobra da administração municipal que guardas sejam alocados no equipamento de saúde para garantir maior segurança.
“Os agentes da GCM dariam essa segurança, não somente para os funcionários, como para os próprios munícipes. Iria facilitar quando houvesse a ocorrência dentro do hospital ou nas proximidades, evitando que fosse preciso fazer o deslocamento.
Estacionamento virou “fumódromo”
A Lei Federal nº 9.294/1996, junto com atualizações e normas de instituições de saúde, proíbe o uso de cigarros e similares em recintos de saúde. Muitas regras internas e regulamentos de hospitais estendem essa proibição para áreas abertas, pátios e estacionamentos para proteger a saúde de pacientes e visitantes contra o fumo passivo e evitar riscos de incêndio.
Carlos afirma que essa lei não tem sido seguida, e que a situação pode colocar em risco a saúde e bem-estar de pacientes e acompanhantes.
“No hospital a gente recebe pacientes de todo tipo de patologia e temos pacientes com problemas pulmonares e nessa época do ano principalmente, que é um tempo mais seco, aumentam os problemas respiratórios. Pessoas acham que a área de estacionamento, a área onde ficam as ambulâncias, são para fumar. Fizeram daquilo um fumódromo, sendo que existe uma lei federal que proíbe fumar em áreas hospitalares. A administração já está ciente da situação, porém não faz nenhum tipo de ação para coibir isso. A pessoa pode achar isso não tem importância, mas essa fumaça vai para os blocos e isso afeta os pacientes, inclusive os que estão com dificuldade de respirar”, finalizou Carlos.
Município de Ipatinga se posiciona
Em nota enviada à redação da Itatiaia, a administração de Ipatinga afirmou que o Hospital Municipal Eliane Martins sempre contou com serviço de vigilância patrimonial, responsável pelo controle e acompanhamento da segurança das instalações e dos usuários.
“Atualmente, além da vigilância patrimonial, o hospital conta com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), que atua por meio de patrulhamento preventivo e atendimento às demandas do hospital e de seu entorno. O HMEM dispõe de espaço destinado ao apoio da corporação, que não funciona como posto fixo. A estratégia de patrulhamento permite maior mobilidade das equipes, e o entorno da unidade também integra as áreas de atuação preventiva da GCM”, escreveu em nota.
O Executivo também pontuou que acompanha os acionamentos relacionados ao hospital, incluindo ocorrências de segurança e situações que demandam apoio às equipes de saúde para preservar a integridade de pacientes, acompanhantes e profissionais. “A GCM possui efetivo próprio, distribuído conforme o planejamento operacional e as demandas”, informou.
Em relação ao espaço mencionado como estacionamento, a prefeitura disse que trata-se, na verdade, de uma área destinada principalmente ao embarque e desembarque de pacientes em ambulâncias e ao recebimento de materiais e suprimentos. “Por ser uma área de acesso restrito, o local possui controle para entrada de profissionais autorizados. Após danos registrados na estrutura de acesso, medidas corretivas estão sendo adotadas para restabelecer o controle da área”, informou.
Sobre relatos de pessoas utilizando o local para fumar, a administração esclareceu que tomou conhecimento da situação apresentada pela reportagem e orientará as equipes responsáveis a intensificar a fiscalização e a orientação.
“A unidade possui orientações sobre a proibição do fumo em ambientes hospitalares, e a equipe de vigilância realiza abordagens preventivas diante de situações inadequadas”. A prefeitura confirmou que, por se tratar de uma unidade de saúde, o consumo de cigarros próximo a pacientes, acompanhantes e trabalhadores deve ser evitado.
“A Prefeitura mantém acompanhamento permanente das demandas relacionadas à segurança da unidade, com atuação integrada entre a vigilância patrimonial e a Guarda Civil Municipal, priorizando a prevenção e o atendimento às ocorrências”, finalizou a nota.


