Belo Horizonte
Itatiaia

Unesco manifesta preocupação com patrimônios históricos após ataques no Oriente Médio

Palácio Golestan, em Teerã, sofreu danos após bombardeio nas proximidades; organização pede proteção a sítios culturais da região

Por
Vila de Khiam, no sul do Líbano, é tomada por fumaça preta em meio a conflitos
Vila de Khiam, no sul do Líbano, é tomada por fumaça preta em meio a conflitos • Rabih Daher / AFP

A UNESCO, agência das Nações Unidas voltada à cultura e à preservação do patrimônio, manifestou preocupação com a segurança de sítios históricos no Oriente Médio após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O alerta foi divulgado depois que o Palácio Golestan, em Teerã, sofreu danos provocados por destroços e ondas de choque decorrentes de um ataque aéreo realizado nas proximidades do complexo.

Segundo a agência de notícias iraniana Mehr, o bombardeio atingiu a Praça Arg, localizada perto do palácio. Como consequência, janelas, portas e elementos decorativos — incluindo espelhos históricos — foram danificados.

Irã tem 29 patrimônios mundiais da Unesco: veja fotos e conheça os 7 da Rota Clássica

O que é o Palácio Golestan

Palacio de GolestánDiego Delso, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons">O Palácio Golestan é um dos conjuntos arquitetônicos mais antigos da capital iraniana e está localizado no centro histórico de Teerã.

De acordo com informações da UNESCO, o complexo:

  • foi escolhido como sede do governo pela dinastia Qajar, que chegou ao poder em 1779
  • marca o período em que Teerã se tornou capital do Irã
  • possui arquitetura e decoração que ganharam destaque principalmente no século XIX

O local é formado por:

  • Oito estruturas palacianas principais
  • Museus e espaços históricos
  • Jardins ornamentais com lagos e áreas verdes
  • Muralhas externas com portões históricos

Atualmente, o complexo é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO.

Organização pede proteção a sítios culturais

Mesquita do Xá (Isfahan) NA Praça Naqsh-i Jahan<br />Zahra gharaati, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons">Em comunicado, a UNESCO afirmou ter enviado às partes envolvidas no conflito as coordenadas geográficas de locais históricos e culturais, tanto os reconhecidos como Patrimônio Mundial quanto os de importância nacional.

O objetivo é evitar danos a esses locais durante operações militares.

A organização também lembrou que bens culturais são protegidos pelo direito internacional, especialmente por dois tratados:

  • Convenção de Haia de 1954, que trata da proteção de bens culturais em conflitos armados
  • Convenção de 1972, voltada à preservação do patrimônio cultural e natural mundial

Segundo a entidade, a preservação desses locais é fundamental porque representam a memória histórica e cultural da humanidade.

Por

Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.