Taxa para visitantes de um dia em Veneza começa nesta semana; veja regras
A medida busca conter o excesso de visitantes e prevê cobrança de até 10 euros para quem não reservar com antecedência

A cidade de Veneza voltará a cobrar, a partir de abril de 2026, a taxa obrigatória para turistas que visitam o destino apenas por um dia. A medida, criada inicialmente no verão de 2024, foi confirmada pela administração municipal e terá um período de aplicação maior neste ano.
O objetivo é conter o chamado turismo de passagem, que costuma gerar grande fluxo de pessoas em curtos períodos, pressionando a infraestrutura local sem trazer impactos econômicos significativos para os moradores.
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Diferentemente de 2025, quando a cobrança ocorreu em 54 dias, em 2026 a taxa será aplicada em 60 dias, sempre entre sexta-feira e domingo, nos meses de abril, maio, junho e julho.
A cobrança será válida apenas em horários de maior movimento, das 8h30 às 16h. Fora desse intervalo, o acesso à cidade permanece gratuito.
O valor permanece em 5 euros, mas pode subir para 10 euros para quem não fizer reserva com pelo menos quatro dias de antecedência. O controle é feito por meio de um código QR, que deve ser apresentado em pontos de acesso espalhados pela cidade.
Estão isentos da taxa moradores, pessoas nascidas em Veneza, estudantes, trabalhadores e turistas que tenham reserva em hotéis ou outras acomodações — nesses casos, a cobrança já está incluída na hospedagem.
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Quem não pagar ou não comprovar isenção pode ser multado, com penalidades que variam entre 50 e 300 euros.
Apesar da iniciativa, os dados mais recentes indicam que o impacto ainda é limitado. Em 2025, o número de visitantes diários caiu apenas ligeiramente, e, em dias de pico, a cidade chegou a receber cerca de 25 mil turistas, o equivalente a mais da metade da população local.
A medida segue em caráter experimental e é considerada pelas autoridades uma tentativa de equilibrar a relação entre moradores e visitantes em um dos destinos mais pressionados pelo turismo no mundo.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



