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Parque do Biribiri reúne cachoeiras, trilhas e história em Diamantina, em Minas Gerais

Unidade de conservação, com 17 mil hectares, reúne cachoeiras, trilhas, belas paisagens do cerrado mineiro e o charme da Vila do Biribiri, que completa 150 anos em julho

Porde Diamantina
Parque do Biribiri 'esconde' tesouros da natureza • Luisa Marques / Itatiaia

Um dos principais atrativos para quem visita o município de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Geraisalém do Centro Histórico, é o Parque Estadual do Biribiri. A unidade de conservação, com 17 mil hectares, reúne cachoeiras, trilhas, belas paisagens do cerrado mineiro e o charme da Vila do Biribiri, que completa 150 anos em julho.

Neste sábado (27), a Itatiaia visitou duas das dez cachoeiras do parque e almoçou no Bar do Adilson, uma das opções gastronômicas da vila, que serviu de moradia para antigos funcionários da fábrica têxtil que funcionava no local onde hoje está instalado o Parque Estadual do Biribiri.

Confira:

  • Cachoeira do Sentinela

Essa é uma das quedas d'água mais famosas de Biribiri, e grande parte da popularidade se deve à facilidade de acesso. É possível chegar bem perto da cachoeira de carro ou fazer o percurso a pé, para quem tem mais disposição.

Da entrada do parque até a Cachoeira do Sentinela são cerca de 7 quilômetros.

O poço é raso, ideal para crianças, idosos e famílias. Apesar disso, a água continua gelada, como em praticamente todas as cachoeiras da região, sendo um convite para os dias quentes — ou para os mais corajosos, mesmo no frio.

  • Cachoeira dos Cristais

O acesso à Cachoeira dos Cristais fica relativamente próximo ao da Cachoeira do Sentinela. É possível caminhar de uma até a outra, mas também há acesso de carro, moto e outros veículos até parte do trajeto.

A trilha é considerada de fácil a moderada, embora tenha alguns trechos que exigem mais atenção. O poço é mais profundo, o que reforça a necessidade de cuidado durante o banho.

A água também é gelada, mas a paisagem compensa o mergulho e encanta turistas e moradores da região.

  • Poço do Estudante

O Poço do Estudante também é conhecido entre os visitantes, embora receba um fluxo menor de turistas. O local é cercado por diversas nascentes cristalinas, que formam piscinas naturais com temperatura mais amena.

  • Cachoeira e Poço da Água Limpa

Conhecido por muitos apenas como Poço da Água Limpa, o atrativo também conta com uma queda d'água que completa a paisagem.

O local dispõe de estacionamento e de uma trilha curta até a área de banho. Também é possível chegar a pé saindo da portaria do Parque Estadual do Biribiri.

Parque do Biribiri • Luisa Marques / Itatiaia
Parque do Biribiri • Luisa Marques / Itatiaia

Iniciativa privada

Atualmente, a entrada no Parque Estadual do Biribiri é gratuita. A visita à Vila do Biribiri é opcional, mas o acesso ao espaço custa R$ 15 por pessoa.

A unidade de conservação é administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Em janeiro deste ano, o Governo de Minas Gerais iniciou uma consulta pública para conceder à iniciativa privada a gestão do parque por, no mínimo, 30 anos.

A proposta prevê investimentos na infraestrutura do local para ampliar o potencial ecoturístico da região.

O projeto, no entanto, enfrenta resistência de moradores e associações locais. Da mobilização surgiu o movimento "O Parque do Biribiri é Nosso", que defende que a eventual cobrança de ingressos comprometeria a função social do espaço público.

Para o guia turístico e mestre em Turismo Sustentável, Guilvan Meireles, a curta distância entre o Parque Estadual do Biribiri e o Centro Histórico de Diamantina torna o acesso ao local mais democrático, especialmente para famílias de baixa renda.

"Pela proximidade do parque com o centro urbano, ele se torna também uma opção de lazer acessível para as populações mais carentes. Daí a importância de esses espaços permanecerem públicos, com custos reduzidos e acesso facilitado para a população da cidade", afirmou.

Por

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.