Entenda a nova 'classe econômica com cama' das linhas aéreas
A United Airlines vai lançar, em 2027, a “Relax Row”, que transforma três assentos da classe econômica em uma cama. A novidade segue uma tendência já adotada por companhias como Air New Zealand e Lufthansa

Viajar longas distâncias na classe econômica pode ficar mais confortável nos próximos anos. A United Airlines anunciou que pretende lançar, a partir de 2027, uma nova configuração de assentos chamada “Relax Row”, que transforma fileiras comuns em uma espécie de cama para voos longos.
A proposta mira passageiros que querem mais conforto sem pagar pelos valores mais altos da classe executiva ou primeira classe.
Como funciona a nova “Relax Row”
A novidade permitirá que o passageiro reserve três assentos lado a lado. O diferencial está nos apoios para as pernas, que se elevam para formar uma superfície contínua, possibilitando deitar.
Além disso, o serviço incluirá:
- Colchão para cobrir os assentos
- Cobertor
- Opção de reserva individual, em casal ou família (até três pessoas)
A companhia prevê instalar até 12 fileiras desse tipo por aeronave e expandir o modelo para mais de 200 aviões até 2030, especialmente nos modelos Boeing 787 e 777.
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Isso já existe? Outras companhias com “cama na econômica”
A ideia não é totalmente inédita. Outras empresas já oferecem soluções semelhantes:
- Air New Zealand: pioneira com o “Skycouch”, lançado em 2011, que permite transformar três assentos em uma superfície para deitar
- Lufthansa: oferece a chamada “fileira de descanso” em voos longos, com colchão, mas sem extensão completa para as pernas
Passageiros do Brasil podem usar?
Sim, mas com algumas ressalvas importantes:
- A United Airlines opera voos entre o Brasil (como São Paulo) e os Estados Unidos
- Como a “Relax Row” será implementada em aeronaves de longa distância, há grande chance de aparecer em rotas que conectam o Brasil aos EUA no futuro
- Porém, a novidade só começa em 2027 e será expandida gradualmente, então não estará disponível em todos os voos inicialmente
Já no caso da Air New Zealand, o uso por brasileiros é mais limitado, pois a companhia não opera voos diretos do Brasil. A Lufthansa, por outro lado, tem voos saindo do Brasil para a Europa, o que pode tornar a opção mais acessível dependendo da rota.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.



