Decreto institui Sistema Nacional de Trilhas para ampliar rede de ecoturismo no Brasil
Medida do governo federal transforma rede de trilhas em política pública permanente e prevê expansão das rotas em todo o país

O governo federal instituiu nessa quarta-feira (10) o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas), iniciativa que transforma a "Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade" (RedeTrilhas) em uma política pública permanente voltada à organização e expansão das trilhas de longo percurso no Brasil. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto.
Atualmente, a rede reúne 22 trilhas oficialmente reconhecidas, mais de 7 mil quilômetros sinalizados, presença em 18 estados, 184 municípios e conexão com 347 unidades de conservação. O planejamento prevê a expansão para mais de 16 mil quilômetros de rotas, abrangendo todos os biomas terrestres do país, além de áreas costeiras e marinhas.
Impacto econômico
A proposta busca estimular atividades ligadas ao turismo em municípios próximos às trilhas, incluindo hospedagem, alimentação, guiamento turístico, artesanato e produção local.
Segundo o governo federal, a ampliação da malha de trilhas pode contribuir para aumentar o fluxo de visitantes e o tempo de permanência dos turistas nos destinos, além de incentivar o turismo em regiões fora dos principais circuitos turísticos do país.
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Estrutura permanente
Criada em 2018, a RedeTrilhas passa a contar com uma estrutura permanente de planejamento, implantação, monitoramento e promoção das rotas.
O decreto prevê a criação da Estratégia Nacional de Trilhas, do Cadastro Nacional de Trilhas e do Comitê Nacional de Trilhas, responsável por definir metas e diretrizes para o desenvolvimento do segmento. A Estratégia Nacional de Trilhas deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação do grupo.
O anúncio do Sintrilhas integrou um pacote de medidas ambientais apresentado pelo governo federal. Entre elas estão a criação da Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, a regulamentação do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), novos investimentos dos fundos Clima e Amazônia e a criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru, em Rondônia.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



