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Uma tempestade revelou um navio escondido por 236 anos: ele lutou contra a Revolução e caçava baleias no Ártico

Uma tempestade revelou, na Escócia, os restos de um navio do século XVIII que participou de guerras e depois foi usado na caça às baleias no Ártico

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Uma tempestade levantou a areia de uma praia em Sanday e revelou os restos do naufrágio.
Uma tempestade levantou a areia de uma praia em Sanday e revelou os restos do naufrágio. • Arquivo

Uma tempestade revelou, em 2024, os restos de um navio do século XVIII que permaneceu escondido sob a areia por 236 anos em uma praia da ilha de Sanday, na Escócia. A embarcação participou de conflitos militares antes de ser transformada em um navio baleeiro que atuava nas águas geladas do Ártico.

O achado ocorreu depois que uma forte tempestade removeu parte da areia que cobria os destroços. Um estudante que corria pela praia percebeu as estruturas de madeira expostas, dando início a uma investigação para identificar a embarcação.

Pesquisadores combinaram análises científicas da madeira com documentos históricos para chegar à identidade do navio. Os estudos indicaram que os restos pertenciam ao Earl of Chatham, embarcação construída originalmente em 1749 com o nome de HMS Hind.

Navio participou de guerras antes de caçar baleias

O HMS Hind foi construído para atuar como navio de guerra britânico e participou de operações militares na América do Norte. A embarcação esteve envolvida em conflitos relacionados à disputa entre britânicos e franceses e, posteriormente, à Guerra de Independência dos Estados Unidos.

Em 1784, o navio foi vendido a proprietários particulares, recebeu o nome de Earl of Chatham e passou a atuar na caça às baleias no Ártico. Durante quatro temporadas, navegou pelo mar da Groenlândia em busca dos animais.

Naquele período, o óleo de baleia tinha grande importância econômica. O produto era utilizado na iluminação, na lubrificação de máquinas e em processos industriais, o que tornava a atividade baleeira uma fonte relevante de matéria-prima.

Naufrágio ocorreu em 1788

Em março de 1788, enquanto seguia em direção ao Ártico para mais uma temporada de caça, o navio foi desviado de sua rota por uma tempestade e encalhou na costa de Sanday. Os 56 tripulantes sobreviveram ao acidente, segundo registros históricos citados por reportagens sobre o caso.

Os restos da embarcação ficaram soterrados durante mais de dois séculos, até serem expostos novamente pela tempestade de 2024. Após a descoberta, as madeiras foram recolhidas e colocadas em tanques de água doce no centro de patrimônio local para evitar a deterioração enquanto especialistas estudam formas de preservá-las.
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