Tomar café à noite atrapalha o sono? Entenda o horário mais seguro para consumir
Especialistas indicam evitar tomar café pelo menos oito horas antes de dormir; consumo consciente é essencial para manter energia sem prejudicar o descanso

O café é uma paixão nacional e presença constante no dia a dia dos brasileiros. No entanto, o consumo no período da noite ainda gera dúvidas sobre seu impacto na qualidade do sono. Pesquisas científicas apontam que a cafeína pode interferir diretamente no descanso, afetando o ritmo circadiano e dificultando o adormecer.
Qual o melhor horário para tomar café?
Estudos mostram que o consumo de cafeína no fim do dia atrasa o sono, fragmenta os ciclos de descanso e reduz o tempo total dormido. O metabolismo da substância varia entre indivíduos, influenciado por genética, idade, peso, medicamentos e estilo de vida, o que explica porque algumas pessoas sofrem mais com insônia do que outras.
Uma revisão publicada na revista científica Sleep definiu um parâmetro claro: "a substância deve ser evitada por pelo menos 8,8 horas antes do horário planejado para dormir". Para quem se deita às 22h, o último café deve ser consumido até às 13h10. Essa recomendação considera a 'meia vida' da cafeína, que pode durar de 3 a 7 horas, podendo chegar a 10 horas em pessoas mais sensíveis.
Quanto de café posso tomar sem risco de ficar acordado
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos recomenda o limite diário de 400 mg de cafeína para adultos saudáveis, o equivalente a cerca de quatro xícaras de café. "Para pessoas mais sensíveis, é recomendável antecipar ainda mais o último consumo, limitando a ingestão ao período da manhã", reforçam os especialistas.
Além do café, é importante considerar outras fontes ocultas de cafeína, como chás pretos, refrigerantes, chocolate amargo e suplementos esportivos.
Práticas como evitar telas eletrônicas antes de dormir, manter o quarto escuro e silencioso e adotar atividades relaxantes, como leitura ou meditação, também ajudam a melhorar a qualidade do sono.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



