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Saiba como melhorar sua memória com esta técnica comprovada pela ciência

O cérebro comanda o nosso corpo e precisa ser estimulado diariamente com pequenas práticas

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Cerca de 55 milhões de pessoas sofrem com Alzheimer em todo o mundo
Cerca de 55 milhões de pessoas sofrem com Alzheimer em todo o mundo  • Reprodução / Freepik

Muitas pessoas enfrentam dificuldades para memorizar grandes volumes de informações. No entanto, há um método que pode facilitar bastante essa tarefa. Essa técnica eficaz para melhorar a memória foi respaldada por uma pesquisa realizada na Universidade de Waterloo, chamada “Desta Vez é Pessoal: O Benefício da Memória de Ouvir a Si Mesmo”.

O nome do estudo já indica uma dica importante para aprimorar nossa capacidade de memorização: falar em voz alta e ouvir a própria voz. Essa estratégia se apoia no chamado “efeito de produção”, que demonstra que a memorização melhora significativamente quando pronunciamos as palavras em voz alta, em vez de apenas lê-las silenciosamente.

Como funciona esse método para melhorar a memória?

O motivo dessa eficácia é bastante simples. Falar e escutar a si próprio ao mesmo tempo gera um efeito mais potente na retenção da informação. Isso acontece porque o aprendiz se envolve de forma ativa, ao falar, ouvir e processar o que está lendo em voz alta simultaneamente.

Para confirmar essa hipótese, pesquisadores realizaram um estudo em que os participantes precisavam memorizar conteúdos por quatro métodos distintos: lendo em voz alta, ouvindo a si mesmos em um vídeo gravado, escutando outra pessoa ler em voz alta e lendo silenciosamente.

Depois de uma série de testes para avaliar o impacto de cada método, observou-se que os participantes apresentaram melhor memória para as palavras que tinham pronunciado e escutado simultaneamente.

Os resultados reforçam a ideia de que a produção oral auxilia a memória, pois envolve dois elementos diferentes: a ação motora de falar e a percepção auditiva da própria voz. Ou seja, ao falar e ouvir-se, criamos uma experiência de aprendizado mais intensa e pessoal, o que fortalece a capacidade de memorizar.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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