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Proprietário de 200 imóveis explica por que segurança jurídica vale mais que renda alta

Empresário que aluga 148 apartamentos por €300 mensais revela o que realmente preocupa quem investe em imóveis para locação no mercado europeu

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Proprietário de 200 imóveis explica por que segurança jurídica vale mais que renda alta
Imagem ilustrativa • Canva/ Reprodução

Rubén Zaballos, jovem empresário e CEO do Grupo Mcontigo, é proprietário de mais de 200 apartamentos. Nos últimos cinco anos, formalizou 148 contratos de longa duração em cidades galegas com cerca de 200 mil habitantes, fixando valores próximos a 300 euros mensais.

A estratégia pode parecer pouco lucrativa à primeira vista, mas reflete uma mudança de mentalidade entre proprietários profissionais. Para Zaballos e outros investidores do setor, a tranquilidade de receber o aluguel pontualmente supera a busca por rentabilidade máxima. Essa priorização da segurança jurídica sobre ganhos imediatos revela dilemas estruturais do mercado de locação.

O modelo de locação com contratos longos e valores acessíveis

Zaballos formalizou 148 contratos de longa duração a aproximadamente 300 euros mensais em cidades galegas com cerca de 200 mil habitantes. Os imóveis oferecem dois ou três dormitórios, além de garagem e depósito.

Esse modelo representa uma alternativa habitacional para segmentos específicos da população. A viabilidade depende da capacidade de negociação e reforma que investidores profissionais possuem.

Segundo o empresário, investidores que compram imóveis por 300 mil euros não conseguem praticar aluguéis tão baixos. A escala e as condições diferenciadas de aquisição permitem oferecer valores mais competitivos que proprietários individuais.

Por que investidores profissionais conseguem alugar mais barato

A capacidade de negociar compras em melhores condições representa vantagem competitiva significativa. Investidores profissionais reformam propriedades com custos reduzidos devido ao volume de operações.

Essa estrutura permite colocar imóveis no mercado com preços inferiores aos praticados por proprietários particulares. O modelo aumenta a oferta de moradias acessíveis em cidades médias.

Zaballos defende que essa dinâmica não prejudica o mercado. Pelo contrário, representa opção positiva para ampliar a disponibilidade de imóveis para locação.

Segurança jurídica como prioridade acima da rentabilidade

"Para mim não importa tanto que um inquilino me pague 100 euros a mais ou a menos, mas o que quero é tranquilidade", declarou Zaballos. A preocupação central não é maximizar a renda mensal, mas garantir recebimento regular.

Zaballos explicou que possui múltiplas hipotecas vinculadas aos imóveis e tem a obrigação de pagá-las todos os meses, além de todas as despesas e folhas de pagamento. Essa realidade torna a previsibilidade essencial.

A principal angústia relatada é a possibilidade de inquilinos deixarem de pagar sem que o proprietário consiga retomar o imóvel rapidamente. Esse risco afeta diretamente a capacidade de honrar compromissos financeiros.

O temor do inquilino problemático e suas consequências

Zaballos expressou preocupação com inquilinos que param de pagar ou danificam as propriedades. A dificuldade legal para agir nesses casos representa obstáculo significativo.

O empresário afirmou não se importar em pagar menos impostos, pois tributos são consequência de lucros. O que realmente importa é proteção contra inadimplência e destruição patrimonial.

"Eu não quero pagar menos impostos; isso realmente não me importa absolutamente nada", reforçou. A demanda direcionada ao governo é por medidas que blindem proprietários contra inquilinos problemáticos.

Críticas à gestão política da habitação e insegurança no setor

Zaballos considera que a questão habitacional está sendo gerida de forma inadequada pelas autoridades. Essa percepção influencia diretamente suas decisões de investimento.

A Lei de Habitação vigente dificulta praticamente ao máximo a remoção de inquilinos inadimplentes. Essa realidade jurídica representa uma das principais objeções de proprietários às políticas públicas do setor.

Incentivos fiscais versus proteção legal no mercado de locação

Zaballos deixou clara a posição de que proprietários não buscam primordialmente incentivos fiscais ou ajudas estatais. A garantia de segurança jurídica e a confiabilidade do inquilino são as verdadeiras prioridades.

Economizar em impostos não representa preocupação central para esses investidores. A certeza de receber pagamentos mensais e de poder agir rapidamente em casos de inadimplência vale mais que benefícios tributários.

Essa perspectiva contrasta com propostas governamentais focadas em redução de impostos para proprietários. O setor demanda reformas que fortaleçam a posição legal de quem aluga imóveis.

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