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Por que eu babo enquanto durmo? Veja explicação e saiba como evitar

Essa situação costuma ser normal, porém compreender o modo e os motivos pelos quais você baba consegue prevenir certas ocasiões embaraçosas

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Diariamente, o organismo humano fabrica em torno de 0,5 a 1,5 litro de saliva, e o ato de babar representa apenas o momento em que esse líquido sai da cavidade bucal. Essa situação costuma ser normal, porém compreender o modo e os motivos pelos quais você baba consegue prevenir certas ocasiões embaraçosas.

O New York Times perguntou a especialistas o que é possível fazer e quando procurar um médico. Confira:

Por quais razões as pessoas babam?

Na maior parte das situações, o indivíduo baba devido ao fato de a saliva se concentrar de forma mais rápida do que a sua capacidade de eliminá-la. Ao longo do dia, você costuma gerenciar a saliva por meio da deglutição. No entanto, no decorrer do sono, engole-se com menor regularidade e há uma redução no domínio consciente dos músculos localizados no entorno da boca, pondera Emily Boss, diretora de otorrinolaringologia pediátrica do Johns Hopkins Medicine.

Realizar a respiração pela boca eleva ainda mais as chances de babar, visto que o fluido encontra uma rota de saída facilitada. Caso você durma na posição lateral ou de bruços, ou realize um cochilo na posição sentada (como em um ônibus ou trem), a força da gravidade igualmente consegue atuar contra você, aponta Christine Won, diretora médica dos Yale Centers for Sleep Medicine.

O público infantil também apresenta maior tendência a babar em comparação aos adultos. Bebês e crianças na primeira infância ainda se encontram em fase de evolução no comando dos lábios, da língua, do maxilar e das estruturas musculares de engolir, esclarece Boss, ao passo que o nascimento dos dentes consegue impulsionar uma produção excedente de saliva, auxiliando no alívio de gengivas doloridas.

Crianças pequenas do mesmo modo descobrem o ambiente ao redor utilizando a boca — ao chupar o dedo, morder objetos lúdicos ou permanecer com os lábios entreabertos —, fatores que conseguem elevar o volume salivar. Para a maior parcela das crianças, esse quadro se estabiliza conforme os tecidos musculares e os mecanismos de deglutição se desenvolvem, habitualmente por volta dos 4 anos de idade, complementa Boss.

O que pode ser feito para impedir o ato de babar?

Modificar o posicionamento ao deitar consegue auxiliar durante o período noturno, indica Won. Repousar com a barriga voltada para cima não se mostra ideal para indivíduos com apneia do sono, contudo costuma representar a melhor postura para não babar. Caso você apresente a tendência de se movimentar bastante e sinta complexidade para permanecer de costas, posicionar travesseiros em torno do organismo consegue atuar como um bloqueio, retendo você na mesma posição.

Cuidar da congestão nasal igualmente demonstra relevância. Como ilustração, tratar quadros alérgicos ou resfriados consegue simplificar a entrada de ar pelas narinas e, possivelmente, atenuar a salivação excessiva, relata Won. Dispositivos dilatadores nasais também conseguem colaborar, porém os profissionais sugerem passar longe de fitas adesivas para os lábios, visto que essa medida pode unicamente obstruir a respiração.

Você do mesmo modo pode preferir não consumir itens alimentares e bebidas que impulsionem a saliva antes do momento de repouso. Qualquer alimento com sabor azedo consegue acionar as estruturas salivares, da mesma forma que produtos e bebidas com açúcar, ainda que com uma intensidade reduzida, expõe Wolff.

O refluxo ácido consegue gerar uma consequência parecida, portanto evite se alimentar em horários muito próximos ao de dormir e mantenha distância de pratos apimentados ou com alto teor de gordura. Adicionalmente, se você utiliza aparelho ortodôntico móvel, placas de contenção ou outro dispositivo bucal noturno, busque não fazer o ranger dos dentes, já que essa modalidade de estímulo físico também eleva a fabricação de saliva, complementa Wolff.

É necessário relatar o caso a um médico?

De modo geral, a salivação noturna é algo corriqueiro e não representa uma razão para inquietações. Por outro lado, babar no decorrer do dia acende um sinal de alerta maior, sendo recomendável consultar um especialista se a situação se agravar de maneira repentina ou se mostrar desmedida, adverte Won, dado que o cenário pode sinalizar uma enfermidade de maior gravidade.

A título de exemplo, babar por vezes consegue sinalizar a existência de apneia do sono ou de alguma alteração anatômica que cause entraves à respiração pelo nariz. Na faixa etária infantil, a causa pode estar relacionada à hipertrofia das amígdalas ou das adenoides — que são pequenas porções de tecido localizadas na garganta, logo atrás das cavidades nasais — bloqueando a passagem do ar, esclarece Boss. Já no público adulto, a presença de tecidos flácidos ou adiposos na região posterior da garganta consegue provocar um impacto similar, conclui.

O ato de babar igualmente consegue ser consequência de quadros genéticos e neurológicos que comprometem o comando dos tecidos musculares ou o ato de engolir, a exemplo da paralisia cerebral, síndrome de Down, mal de Parkinson, demência, esclerose lateral amiotrófica (ELA) e acidente vascular cerebral (AVC), esclarece a profissional.

A abordagem terapêutica correta para a salivação em excesso varia de acordo com a sua origem. Caso a situação esteja associada a alguma disfunção nas vias respiratórias, procedimentos como a remoção das amígdalas ou a utilização de um dispositivo de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) conseguem auxiliar, aponta Won.

Certas pessoas também apresentam melhora ao realizar treinos de deglutição ou acompanhamento terapêutico miofuncional orofacial com o objetivo de potencializar a coordenação labial, da língua e da musculatura, ressalta Boss.

Em quadros de maior gravidade, os profissionais de saúde conseguem receitar remédios com o objetivo de reduzir a umidade bucal, aplicar toxina botulínica (botox) diretamente nas glândulas salivares para interromper seu funcionamento de forma temporária ou recorrer a uma intervenção cirúrgica para a remoção dessas estruturas — técnica por vezes denominada "procedimento de baba", detalha Boss.

A comunidade médica costuma adotar tais estratégias com bastante prudência, uma vez que ressecar a cavidade oral em excesso pode gerar um grande incômodo. "Produzir pouca saliva é um problema maior do que produzir demais", adverte Wolff.

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