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O que é o daltonismo e como essa condição afeta o dia a dia

Alteração na percepção das cores é comum, não tem cura, mas a maioria das pessoas consegue se adaptar e levar uma vida normal

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Imagem Ilustrativa • Imagem ilustrativa - Pixabay

Dificuldade para diferenciar algumas cores é a principal característica do daltonismo, uma alteração visual que afeta a forma como o cérebro interpreta os estímulos recebidos pelos olhos. O problema mais comum ocorre na distinção entre vermelho e verde, segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

O Dia de Conscientização sobre o Daltonismo, celebrado em 6 de setembro, busca dar visibilidade aos desafios enfrentados por quem vive com essa condição.

Especialistas ouvidos pelo site Infobae explicam que a descoberta costuma acontecer quando um familiar nota que a criança erra ao aprender o nome das cores. Nas formas mais graves, podem surgir movimentos rápidos dos olhos, chamados nistagmo.

O diagnóstico é simples e feito pelo oftalmologista. O paciente observa imagens formadas por pontos coloridos, onde números ou figuras ficam escondidos. Se houver daltonismo, é difícil ou impossível identificá-los.

Segundo o NIH e a American Academy of Ophthalmology, não existe cura para o daltonismo hereditário. Ainda assim, a maioria das pessoas se adapta bem à rotina. Crianças podem precisar de apoio na escola e adultos de ajustes no trabalho, principalmente em áreas que exigem distinguir cores com precisão. Óculos e lentes especiais podem ajudar a melhorar a percepção, mas não restauram a visão normal.

Quando o daltonismo é causado por outra doença ou medicamento, o tratamento busca corrigir o problema de origem, com ajustes na medicação, quando necessário.

Embora o risco seja maior em homens, ele aumenta também com histórico familiar, doenças oculares, diabetes, Alzheimer, esclerose múltipla e alguns remédios. Mesmo sem tratamento curativo, a maioria dos afetados leva uma vida plena, participando normalmente de quase todas as atividades do dia a dia.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.