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O que é o Cinturão de Fogo do Pacífico, onde ocorrem 90% dos terremotos do mundo

Anel tectônico com mais de 40 mil quilômetros reúne grande parte dos terremotos e vulcões do planeta e passa por países como Chile, Japão, México e Estados Unidos

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O Cinturão de Fogo do Pacífico é uma das regiões mais ativas do planeta quando o assunto é terremoto e vulcanismo. Com mais de 40 mil quilômetros de extensão ao redor do Oceano Pacífico, a área concentra cerca de 90% dos terremotos registrados no mundo e mais da metade dos vulcões ativos da Terra.

A intensa atividade está relacionada principalmente ao encontro e ao movimento de diferentes placas tectônicas. Em várias partes do cinturão, uma placa oceânica mergulha por baixo de outra, em um processo conhecido pelos geólogos como subducção.

Segundo o geólogo Andrés Folguera, professor da Universidade de Buenos Aires e pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina (Conicet), é justamente nessas áreas que ocorre grande parte da atividade sísmica global. "Existe um nome técnico para esse processo: subducção, que é quando o fundo do oceano se localiza abaixo do continente. As zonas de subducção concentram 90% da energia sísmica global", explicou o especialista ao site de notícias Infobae.

Onde fica o Cinturão de Fogo

O chamado Anel de Fogo passa por regiões da América, da Ásia e da Oceania. Na costa do continente americano, acompanha países como Chile, Peru, Equador, Colômbia, México, Estados Unidos e Canadá.

Na sequência, a faixa passa pelas Ilhas Aleutas, entre o Alasca e a península de Kamchatka, e segue por áreas do leste da Rússia, Japão, Taiwan, Filipinas, Papua-Nova Guiné e Nova Zelândia.

Não existe uma fronteira oficial para o Cinturão de Fogo, já que a definição pode variar de acordo com o critério tectônico utilizado. Ainda assim, o conceito é usado para identificar a extensa região de intensa atividade sísmica e vulcânica que circunda o Pacífico.

Por que acontecem tantos terremotos?

As placas tectônicas estão em movimento constante. Elas podem se aproximar, se afastar ou deslizar umas em relação às outras. Esses movimentos acumulam tensão nas rochas e, quando a resistência é superada, parte da energia é liberada de maneira repentina, provocando um terremoto.

Na América do Sul, por exemplo, a placa de Nazca se desloca sob a placa Sul-Americana. Esse processo ajuda a explicar a frequência de terremotos ao longo da região oeste do continente.

O Cinturão de Fogo também está associado à formação de vulcões. De acordo com dados do Smithsonian Global Volcanism Program citados pela Infobae, existem 687 vulcões que registraram atividade durante o Holoceno na região, o equivalente a cerca de 57% dos vulcões ativos do mundo.

Terremotos podem provocar tsunamis

A atividade tectônica no Pacífico também pode provocar tsunamis. Quando um terremoto ocorre no fundo do oceano e desloca verticalmente uma grande quantidade de água, ondas podem se formar e atingir regiões localizadas a grandes distâncias do epicentro.

Por isso, países como Japão, Chile e Estados Unidos desenvolveram sistemas de monitoramento e alerta, além de normas específicas para construções e protocolos de evacuação.

Apesar dos avanços tecnológicos, a ciência ainda não consegue determinar com precisão o dia, a hora e o local exato em que ocorrerá um grande terremoto. O monitoramento permite acompanhar a atividade das placas e identificar áreas de maior risco, mas não prever exatamente quando um tremor acontecerá.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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