Ninho de ratos: moradores relatam uma infestação e apontam uma propriedade como origem
Moradores do quarteirão 200 da Rua Hipólito Yrigoyen relatam que estão lidando com uma infestação de roedores há semanas, problema que agora afeta suas casas

Moradores da zona sul de Concordia, especialmente aqueles que vivem perto da Rua Hipólito Yrigoyen, número 200, e áreas adjacentes, relataram uma crescente infestação de ratos, que acreditam ter origem principalmente em um prédio pertencente ao sindicato dos ferroviários La Fraternidad. Eles afirmam que suas queixas foram registradas junto ao próprio sindicato, ao Departamento de Saneamento Ambiental e às autoridades municipais, mas até o momento nenhuma medida concreta foi tomada para solucionar o problema.
A situação foi documentada em arquivos submetidos ao Cartório de Registro do Município. De acordo com a documentação fornecida por um dos reclamantes, a reclamação foi formalizada sob o número de processo 1365433, enquanto o procedimento subsequente consta sob o número 136645.
Uma das vizinhas afetadas contou ao DIARIOJUNIO que o problema se tornou evidente no início de maio, quando parentes que moram em sua casa a informaram que roedores haviam entrado na propriedade.
"Quando se deram conta, o local já estava infestado. Os ratos aparentemente entraram pela abertura de ventilação de um aquecedor de combustão balanceada e causaram estragos", explicou ele.
Diante dessa situação, ela contratou por conta própria uma empresa de controle de pragas que realizou a dedetização e o controle de pragas dentro da casa. No entanto, ela afirma que o problema persiste porque a principal fonte da infestação não foi tratada.
"Minha casa foi dedetizada e tratada contra ratos, mas eles continuam aparecendo porque a origem do problema ainda está lá. Não sou a única afetada. Vários vizinhos vêm reclamando há algum tempo", afirmou ela.
Reclamações ao sindicato e denúncias sem resposta
Segundo a mulher, o primeiro passo foi contatar La Fraternidad pelos canais oficiais do sindicato. Ela afirma que, anteriormente, moradores da região já haviam tentado falar diretamente com os responsáveis pelo local.
"Fomos falar com eles pessoalmente e eles praticamente riram na nossa cara", disse ele.
A reclamante alega que os problemas estão ligados ao acúmulo de lixo e à falta de manutenção das propriedades do sindicato. Ela mencionou especificamente um prédio localizado na Rua Uruguai, 133, que abriga os dormitórios dos engenheiros ferroviários.
"As propriedades são todas interligadas, ratos perambulam pelos pátios, telhados e muros divisórios. A pior sujeira está lá na Rua Uruguai. Mas a sede da La Fraternidad também tem um foco de infecção nos fundos. É um problema que já dura muito tempo, e os vizinhos estão cansados de reclamar", afirmou ele.
Segundo seu relato, o sindicato respondeu inicialmente que a situação estava sendo tratada por representantes locais da La Fraternidad. No entanto, ele afirma que até hoje não viu nenhuma providência ser tomada para resolver o problema.
Apresentações para o município
Sem obter respostas, o vizinho decidiu apresentar uma queixa formal à Prefeitura de Concordia.
Ele explicou que optou por submeter a documentação através do Cartório de Registros porque lhe disseram que esse era o mecanismo administrativo mais adequado para garantir que a solicitação fosse oficialmente registrada e que ele pudesse fazer o acompanhamento posteriormente.
Além disso, ele afirmou que outros moradores também acompanharam as apresentações por meio de bilhetes assinados.
"Enviei uma carta pessoal e outra assinada pelos vizinhos. Até agora, nada foi feito", disse ele.
A mulher também afirmou ter entrado em contato com a vice-prefeita Magdalena Reta de Urquiza para explicar a situação. Segundo seu relato, a resposta que recebeu foi desconsiderar a gravidade da queixa. "Sei que não sou a única moradora cujas propostas e reclamações são ignoradas; parece ser prática comum no município", lamentou.
Medo de riscos à saúde
Além dos danos materiais causados às residências particulares, os moradores estão expressando preocupação com as possíveis consequências para a saúde resultantes da presença massiva de roedores.
"Os ratos estão andando por aí como se nada estivesse errado. Eles já estão andando nas paredes, nos telhados e até comendo os brotos das árvores", disse o reclamante.
Ele também mencionou a preocupação existente entre os moradores em relação às doenças transmitidas por roedores e pediu uma intervenção coordenada dos departamentos municipais competentes.
"Em outras cidades, quando surge uma situação como esta, a prefeitura intervém com equipes de dedetização e controle de roedores para eliminar os focos e controlar a reprodução. Aqui não vemos nada sendo feito", disse ele.
A vizinha acrescentou que o conflito com La Fraternidad teve ainda outros episódios notáveis. Segundo o seu relato, após as queixas iniciais, as árvores que os vizinhos tinham plantado anos antes na calçada adjacente à propriedade do sindicato foram removidas.
"Tínhamos plantado e cuidado de várias árvores. Uma delas foi arrancada pela raiz e acabou caída no meu quintal", disse ele.
Embora considere esse fato secundário em relação ao problema de saúde, ele entende que isso reflete a deterioração da relação entre os moradores e a instituição identificada como responsável.
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