Em 1956, ele colocou uma fita em um pássaro: 70 anos depois, algo surpreendente ocorreu
Com quase 75 anos, Wisdom, o albatroz-de-laysan, tornou-se uma das aves que testemunham vivamente a história ambiental moderna do Pacífico

Uma fêmea de albatroz-de-Laysan, considerada a ave selvagem mais longeva já registrada, voltou a ser localizada cerca de 70 anos depois de receber uma anilha para identificação. O animal, chamado Wisdom, foi marcado em 1956 pelo biólogo Chandler Robbins, no atol de Midway, no Oceano Pacífico.
Atualmente, Wisdom tem pelo menos 74 anos e continua sendo monitorada por pesquisadores. A idade é estimada com base no fato de que a ave já estava incubando um ovo quando foi anilhada e que a espécie começa a se reproduzir somente após os cinco anos de idade.
Wisdom foi novamente identificada durante a temporada de reprodução de 2025-2026. O retorno da ave ao atol de Midway permite que pesquisadores acompanhem sua longevidade e seu comportamento reprodutivo ao longo das décadas.
A primeira anilha colocada em Wisdom precisou ser substituída com o passar dos anos devido ao desgaste provocado pela água salgada e pela areia. Em 2002, o próprio Robbins reencontrou a ave e confirmou que ela permanecia viva 46 anos após o primeiro registro.
O caso de Wisdom é considerado excepcional entre as aves selvagens e ajuda cientistas a compreender melhor a longevidade e o ciclo de vida dos albatrozes-de-Laysan.
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