Conheça o país que adotou a semana de 4 dias e confirmou que a Geração Z estava certa o tempo todo
Islândia não precisou compensar as folgas com jornadas mais longas nem reduziu direitos trabalhistas

A Islândia está entre os países que deixou de lado a semana de sete dias, e adotou a semana de apenas quatro dias. A iniciativa que levou à adesão ao modelo atual começou em 2015, com um teste envolvendo cerca de 2.500 trabalhadores.
Os acordos permitiram adotar uma flexibilidade considerável. É possível optar por reduzir as horas semanais de trabalho ou concentrar a jornada em menos dias. Relatórios, especialmente os analisados por grupos de pesquisa como o Autonomy, indicam que a produtividade não apenas se manteve, mas também, em alguns casos, até melhorou.
Por que a semana de quatro dias pode ser uma boa ideia?
Um dos motivos para a inciativa ter funcionado é que a transição foi feita sem perda salarial nem redução dos benefícios sociais para os trabalhadores. Em outros países em que a semana tem quatro dias, como na Bélgica, a mudança acaba gerando a necessidade de compensação com jornadas mais longas.
Outro fator importante é a digitalização das empresas e dos serviços públicos do país. A Islândia conta com uma das infraestruturas de internet mais avançadas do mundo, com conexões rápidas e confiáveis, inclusive nas áreas rurais. Assim, foi possível manter a produtividade e impulsionar o trabalho remoto.
A adesão à semana de quatro dias ainda impactou a promoção da igualdade de gênero. Com mais tempo livre em casa, os homens passaram a participar mais ativamente das tarefas domésticas e familiares.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



