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Cientistas recuperam RNA de mamute após 40 mil anos e revelam novos segredos da espécie

Descoberta inédita permite identificar genes ativos antes da morte do animal e abre caminho para estudar melhor espécies extintas

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mamute lanoso
Representação artística de um mamute-lanoso • Royal BC Museum, Victoria, British Columbia/Wikimedia Commons

Um grupo internacional de pesquisadores liderado pelo espanhol Emilio Mármol Sánchez conseguiu extrair e analisar RNA de um mamute-lanoso preservado no gelo por quase 40 mil anos. A conquista, publicada na revista científica Cell, revela que essa molécula pode sobreviver por milênios em condições extremas.

O trabalho também detectou micro RNA e mutações exclusivas da espécie, confirmando a autenticidade do material. Segundo os pesquisadores, a preservação excepcional dos tecidos pelo frio severo foi essencial para manter o ARN intacto ao longo dos milênios.

Segundo os cientistas, com a descoberta, abre-se a possibilidade de estudar não apenas o DNA de animais extintos, mas também como seus organismos funcionavam em tempo real. A equipe afirma que futuras pesquisas podem combinar RNA antigo com DNA e proteínas para revelar novas camadas da biologia da fauna pré-histórica.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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