Chá popular ganha respaldo da Ciência para aliviar dor de garganta e ajudar na digestão
Estudos apontam que a combinação dos três ingredientes reúne compostos naturais que podem suavizar a tosse e favorecer o funcionamento digestivo

Com a chegada do inverno no Hemisfério Sul e o aumento dos casos de resfriados e gripes, uma bebida tradicional voltou ao centro das atenções: o chá de gengibre com limão e mel. Muito associado aos cuidados caseiros, o preparo também tem sido observado pela ciência por reunir compostos naturais que atuam de forma complementar no organismo.
Segundo informações reunidas pelo site Infobae com base em estudos científicos, essa infusão não é vista apenas como uma bebida quente para momentos de desconforto. Pesquisas descritas em bases científicas ligadas ao Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos apontam que a combinação dos ingredientes forma uma espécie de sistema biologicamente ativo, no qual os efeitos individuais podem atuar em conjunto.
O gengibre é um dos protagonistas dessa mistura. A raiz concentra centenas de compostos naturais, entre eles os gingeróis, que sofrem transformações quando aquecidos e originam substâncias associadas a maior atividade biológica. Entre os mecanismos estudados está a interação com processos antioxidantes importantes para o equilíbrio celular.
Já o limão contribui com vitamina C e flavonoides, compostos frequentemente relacionados à proteção celular. O mel completa a fórmula por conter enzimas que, quando diluídas, participam de processos associados à sua reconhecida ação antimicrobiana.
Além dos possíveis benefícios digestivos, um dos efeitos mais conhecidos dessa bebida está no alívio da garganta irritada. De acordo com o conteúdo citado pelo Infobae, o mel funciona como agente demulcente, formando uma camada que ajuda a reduzir o desconforto e diminuir o reflexo da tosse. A própria Organização Mundial da Saúde reconhece seu uso para aliviar tosse e dor de garganta em crianças com mais de um ano de idade.
Vale lembrar que, embora a infusão possa trazer sensação de conforto e apoio em sintomas leves, ela não substitui avaliação médica nem tratamentos indicados por profissionais de saúde, especialmente em casos persistentes ou acompanhados de febre alta, dificuldade para respirar ou piora do quadro.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



