Arritmia cardíaca silenciosa pode provocar AVC
Embora muitas vezes não apresentem sintomas, arritmias cardíacas como a fibrilação atrial estão entre as principais causas de AVC e exigem atenção médica mesmo quando os batimentos parecem normais

Arritmias cardíacas, caracterizadas por alterações no ritmo do coração - sejam batimentos acelerados, lentos ou irregulares - representam um risco significativo à saúde. Dentre elas, a fibrilação atrial (AFib) é apontada como a principal responsável por acidentes vasculares cerebrais (AVCs). "Uma das arritmias mais importantes para o AVC pode manifestar-se com frequências normais", alertam especialistas, destacando que o risco não depende apenas da velocidade dos batimentos, mas da forma como o coração se comporta.
O diagnóstico pode ser desafiador, já que alguns pacientes não apresentam sinais claros. No entanto, sintomas como palpitações, cansaço, tontura, desmaios, falta de ar e dor no peito devem ser levados a sério. Em muitos casos, o uso de anticoagulantes, medicamentos antiarrítmicos ou procedimentos como a ablação por cateter e a implantação de desfibriladores podem ser indicados.
A prevenção também passa por hábitos saudáveis. Adotar uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas sob orientação médica e controlar a pressão arterial são medidas fundamentais para proteger o coração e reduzir o risco de AVC.
Por isso, pessoas com fatores de risco cardíaco, como hipertensão, histórico de infarto ou problemas nas válvulas do coração, devem realizar exames regulares. Identificar e tratar a arritmia precocemente pode ser crucial para evitar eventos potencialmente fatais.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



