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Polícia Militar autua mineradora por danos ambientais no Rio Grande

Fiscalização em represa de Lavras constatou assoreamento e vegetação suprimida; empresa possuía licença, mas operava acima dos limites ambientais.

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A fiscalização, realizada nesta terça-feira, respondeu a denúncias de moradores de Lavras e cidades vizinhas. • Polícia Militar/Divulgação

O Grupamento de Meio Ambiente da Polícia Militar realizou, nesta terça-feira (14), uma fiscalização em uma área de extração de ouro no Rio Grande, especificamente na represa do Funil. A operação, motivada por denúncias de moradores das cidades de Lavras, Ijaci, Itutinga e Itumirim, constatou que a atividade mineral, embora licenciada, estava causando impactos ambientais graves na região.

Durante a vistoria, os militares identificaram intervenções irregulares que resultaram em assoreamento do curso d'água devido ao lançamento de sedimentos. Além disso, foi verificada a supressão de vegetação nativa nas margens. O descarte inadequado de rejeitos provocou o surgimento de bancos de areia, conhecidos como "arrotos", que comprometem a fluidez da água, o tráfego de embarcações e a fauna aquática local.

Diante das infrações, a Polícia Militar lavrou autos de infração ambiental e aplicou as multas cabíveis. "Ressalta-se que, como possuem as licenças ambientais, o empreendimento pode operar, e possui finalidade econômica necessária e dentro da legalidade. Contudo, os impactos ambientais devem ser acompanhados e mitigados", pontuou o comando sobre a necessidade de equilíbrio e sustentabilidade.

O caso será agora comunicado à Marinha do Brasil, responsável por regular a navegação no local, e seguirá sob acompanhamento do Ministério Público de Minas Gerais, por meio de uma cooperação técnica com a Polícia Militar.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.