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Poços de Caldas tem conjunto hoteleiro tombado como patrimônio de Minas

Reconhecimento do Estado destaca a importância das águas termais para a história e o urbanismo da cidade.

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Reconhecimento destaca como a cidade cresceu de um jeito único no país, unindo turismo e saúde através das águas termais. • Gil Leonardi

O Governo de Minas oficializou, na sexta-feira (10), o tombamento do Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas. A decisão foi tomada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) e reconhece a área como patrimônio cultural material do Estado. O anúncio ocorreu durante as atividades do programa Governo Presente, que sediou a capital mineira no município na última semana.

A medida protege o núcleo central que deu origem à cidade, estruturado em torno das fontes termais. Segundo o dossiê do Iepha-MG, o urbanismo de Poços é único no Brasil por ter sido planejado desde o século dezoito integrando parques, fontes e hotéis monumentais.

Entre os bens agora protegidos estão marcos famosos como o Palace Hotel, o Palace Cassino e as Thermas Antônio Carlos. O reconhecimento também abrange espaços públicos, como o Parque José Affonso Junqueira, a Praça Pedro Sanches, além de monumentos, coretos e até trechos de ribeirões urbanos. O foco está na preservação da paisagem cultural que se consolidou principalmente entre os anos 30 e 40.

O presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto Meireles, afirma que a proteção garante que a vocação terapêutica e a memória da cidade permaneçam vivas para as próximas gerações. O tombamento estabelece diretrizes para que qualquer intervenção futura respeite a identidade histórica do conjunto.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.