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Inflação em Varginha desacelera e fecha o mês de maio em 0,56%

O índice local registrou alívio após dois meses consecutivos de aumentos expressivos, puxado pela queda no setor de transportes, apesar da alta nos alimentos.

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Levantamento é do Instituto Federal do Sul de Minas em parceria com o Unis. • Franciele Brígida

A inflação em Varginha apresentou um ritmo de crescimento menor ao longo do mês de maio. O Índice Municipal de Preços ao Consumidor, o IMPC, fechou o período com uma taxa de 0,56% na comparação direta com o mês de abril. Com esse resultado, o indicador local de custo de vida deu uma trégua para o bolso do morador após registrar fortes altas nos dois meses anteriores.

Apesar do alívio na taxa mensal, o acumulado dos últimos 12 meses na cidade atingiu o patamar de 5,26%. O cálculo do IMPC é realizado pelo Instituto Federal do Sul de Minas, o Campus Carmo de Minas, por meio do Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos, em uma cooperação técnica com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Unis e o GEESUL. Para chegar ao resultado final, os pesquisadores realizam mensalmente o levantamento de cerca de 500 preços de 44 mercadorias diferentes.

A divisão dos dados mostra que o grupo da alimentação foi o que registrou o maior impacto de subida no orçamento das famílias, com um avanço de 1,25%. O feijão carioquinha liderou os aumentos ao saltar 16,23%, motivado pela redução da área de cultivo e consequente baixa oferta no mercado. O alho, com alta de 5,39%, e a cebola, com 5,34%, também encareceram. Em contrapartida, a maior disponibilidade de outros produtos gerou quedas expressivas nos valores da batata, que recuou 6,67%, do café em pó, com queda de 4,51%, e do tomate, com redução de 3,80%.

O setor de habitação apareceu logo em seguida como a segunda maior alta apurada, subindo 0,77% em maio. Esse comportamento foi impulsionado pelo reajuste nos itens de limpeza doméstica geral, que subiram 2,84%, além da energia elétrica, com alta de 0,99%, e do gás de cozinha, com acréscimo de 0,85%. Dentro dessa categoria, o preço do detergente subiu isoladamente 6,42%, reflexo provável da suspensão de fabricação de uma marca específica por determinação da ANVISA.

Por outro lado, o grupo de transportes ajudou a segurar o índice geral ao registrar nova queda, fechando o mês em -0,65%. Embora o óleo diesel tenha apresentado uma leve variação positiva de 0,26%, os combustíveis mais utilizados pelos motoristas particulares ficaram mais baratos nas bombas de Varginha. O etanol teve um recuo de 2,85% e a gasolina fechou com saldo negativo de 0,58%. Já as despesas voltadas para as áreas de educação e comunicação não sofreram alterações, mantendo estabilidade total.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.