Diretora de escola de Caxambu é suspeita de obrigar criança a beber urina
O menino de 10 anos teria urinado na garrafa de água de uma colega

O Ministério Público de Minas Gerais apura denúncia de que a diretora de uma escola municipal de Caxambu teria obrigado um estudante de 10 anos a beber a própria urina. O procedimento aberto apura violação de direitos e violência institucional na escola Padre Correia de Almeida.
Segundo informações encaminhadas à Promotoria de Justiça, a criança teria urinado na garrafa de água de uma colega e oferecido a ela, mas a menina foi impedida por uma professora e não bebeu da garrafa.
Na sequência, na sala da direção da escola, diante de duas servidoras, a diretora teria determinado que o aluno bebesse da garrafinha com urina, e ele obedeceu.
Assim que o fato chegou ao conhecimento da rede de proteção à crianças, o aluno foi ouvido e o relatório encaminhado à Promotoria de Justiça de Caxambu.
O Ministério Público enviou ofício à Secretaria Municipal de Educação, pedindo informações sobre as medidas adotadas e os nomes dos servidores; e à Polícia Civil pedindo inquérito para apurar o suposto crime de maus tratos.
A Polícia Civil já está investigando, e a prefeitura de Caxambu informou que todos os envolvidos foram afastados de suas funções na escola municipal e o caso também está sendo investigado.
Estela Torres é jornalista pela Universidade de Alfenas e pós graduada em Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário do Sul de Minas. Está na Itatiaia Sul de Minas desde a instalação da emissora em Varginha, em 2009, atuando como produtora, repórter e apresentadora .



