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Cemig melhora qualidade de energia mesmo com chuvas extremas em MG

Investimentos em automação e manutenção preventiva reduziram o tempo e a frequência das interrupções, superando o estresse climático da última estação.

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Resultado positivo é apontado pela companhia como fruto de um investimento pesado em automação e manutenção preventiva. • Cemig

Mesmo diante de um período chuvoso marcado por eventos climáticos extremos, como a chuva histórica registrada em Juiz de Fora em fevereiro, a Cemig apresentou uma melhora em seus indicadores de qualidade no fornecimento de energia. Dados do último ciclo mostram que, apesar do aumento expressivo no número de raios, que saltaram de 1,58 milhão para 2,47 milhões, a rede elétrica mineira demonstrou maior resiliência.

O tempo médio que os clientes ficaram sem luz (DEC) reduziu de 10,65 para 9,04 horas, enquanto a frequência das interrupções (FEC) caiu de 4,85 para 4,33 ocorrências. De acordo com o gerente do Centro de Operações da companhia, Felipe Ildefonso, esse resultado é reflexo direto de uma preparação intensiva para o novo cenário climático. “Estamos lidando com eventos climáticos cada vez mais extremos, mas a Cemig vem se preparando para esse novo cenário. A melhora dos indicadores mostra que o sistema está ainda mais resiliente”, afirma.

A estratégia da companhia para garantir a estabilidade do fornecimento envolveu um programa robusto de investimentos, que somou R$ 4,7 bilhões no último ano e deve chegar a R$ 4,9 bilhões em 2026. O plano de ação foca na automação de rede, na substituição de equipamentos obsoletos e na manutenção preventiva, que inclui a poda de mais de 900 mil árvores e a limpeza de milhares de quilômetros de linhas.

Para o atendimento de emergências, a empresa conta com um esquema de prontidão que pode escalar de 3.300 colaboradores em períodos chuvosos para mais de 8.500 técnicos em situações críticas. O suporte operacional é garantido por uma frota que inclui helicópteros, subestações móveis, geradores e quase 100 drones, utilizados para mapear danos em áreas de difícil acesso e acelerar a resposta do sistema.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.