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Brasil registra mais de 2 mil acidentes elétricos pelo 3º ano seguido

Dados do Anuário da Abracopel mostram 725 mortes no último ano; Cemig e CREA-MG firmam parceria para reforçar prevenção em Minas Gerais.

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O maior perigo são os choques, que têm uma taxa de morte muito alta. Em Minas Gerais, foram registrados 52 casos de choques. • Cemig/Divulgação

O Brasil ultrapassou, pelo terceiro ano consecutivo, a marca de 2 mil acidentes de origem elétrica. Conforme o Anuário de Acidentes de Origem Elétrica 2026, com dados baseados em 2025, o país somou 2.322 ocorrências no período, resultando em 725 mortes. O levantamento aponta que a maioria desses casos ocorre em situações cotidianas, como intervenções mal-feitas próximo à rede, atividades de construção civil e instalações improvisadas.

Os incêndios causados por problemas elétricos foram os mais frequentes, com 1.304 registros e 60 mortes. No entanto, os choques elétricos apresentam um cenário mais letal, com 917 ocorrências e 646 mortes, o que equivale a uma taxa de letalidade próxima de 70%. Em Minas Gerais, foram contabilizadas 52 ocorrências e 34 mortes por choque elétrico no período analisado.

Para José Firmo do Carmo Júnior, gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, os números mostram que muitas vidas poderiam ser preservadas com atitudes preventivas. "O número de acidentes elétricos no país ainda é elevado e muitos deles poderiam ser evitados com atitudes simples no dia a dia", afirma. O especialista reforça que serviços próximos à rede devem ser realizados apenas por profissionais qualificados.

Buscando reverter esse quadro, a Cemig e o CREA-MG assinaram um acordo de cooperação técnica com vigência de cinco anos. A parceria visa integrar a inteligência operacional da concessionária com a fiscalização do conselho para antecipar riscos em obras e promover ações educativas em todo o estado.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.