Saiba o que é alopecia, doença que atinge mãe de Lucas Lucco
Karina Lucco foi diagnosticada com alopedia areata e decidiu raspar o cabelo

Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, foi diagnosticada com alopecia areata. Nessa sexta-feira (20), ela comoveu os seguidores ao publicar um vídeo raspando os cabelos nas redes sociais.
Na legenda da publicação, ela contou que sempre gostou de mudar, mas que desta vez é diferente. “Sempre fui de mudar. Corte, cor, estilo… cada fase tinha um jeito de me expressar. Mas dessa vez, a mudança foi diferente. Não foi só estética… foi processo, foi desapego, foi decisão”, escreveu.
A dermatologista Débora Dumont explica que “a alopecia areata é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico passa a atacar os folículos pilosos, levando à interrupção do crescimento dos fios". A doença pode afetar o couro cabeludo, sobrancelhas, barba e cílios.
Há potencial de recuperação do folículo afetado pela alopecia, que permanece viável. A doença “pode ainda estar associada com outras doenças autoimunes como àquelas que acometem a tireoide ou o vitiligo", afirma a médica.
A alopécia areata pode ocorrer em qualquer idade e é comum em crianças, adolescentes e jovens adultos, “mas sem uma faixa etária exclusiva", destaca a dermatologista. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maior a chance de recuperação dos fios e controle da doença.
Ela lista os principais sintomas da doença. “Surgimento de falhas arredondadas ou ovais, bem delimitadas, sem presença de inflamação evidente ou descamação. Em alguns casos, pode haver leve sensação de formigamento ou sensibilidade na área afetada antes da queda. Os fios ao redor das placas podem se apresentar mais finos na base, conhecidos como ‘pelos em ponto de exclamação’, que são característicos da doença, assim como os pontos pretos”.
Segundo a dermatologista, o tratamento depende da extensão e da atividade da doença. “Em casos localizados, utilizam-se principalmente corticosteroides tópicos ou infiltrações intralesionais para modular a resposta imunológica. Em quadros mais extensos ou recorrentes, podem ser indicados tratamentos sistêmicos, como imunossupressores ou terapias mais modernas”, explica.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.
