No Dia das Mães, relatos mostram a importância do parto humanizado para a mãe e o bebê
Para garantir a atenção humanizada à gravidez, parto e pós-parto, o Ministério da Saúde tem a Rede Cegonha que propõe a melhoria do atendimento às mulheres e às crianças

A vivência de parto da vendedora Natália Gonçalves, que deu à luz ao filho, há seis meses, deveria ser a realidade de todos os nascimentos. Ela teve uma experiência positiva e desafiadora já que ganhou o bebê na maternidade Hilda Brandão que integra o Sistema Único de Saúde (SUS).
“A maternidade é 100% SUS, fui atendida por uma equipe plantonista incrível, que super me acolheu, me respeitou, que eu acho que faz toda a diferença para que haja esse parto mais humanizado possível, mais natural possível. Primeiro de tudo, é buscar informação. A mulher, durante a gravidez, é buscar estudar, entender, conhecer o seu corpo, as fases. Então, se conhecer melhor e entender todo o processo”, afirma.
“Na prática é um grande desafio, a gente trabalha nessa questão de realmente promover um atendimento de qualidade, em que essas mulheres sejam atendidas nas suas necessidades, quem precisa de um nascimento por via cesariana que tenha, mas que as mulheres que tenham condições sejam informadas e tenham a melhor experiência de parto, uma experiência que a gente chama positiva, ou seja, que seja benéfica, que ela entenda todo o processo e que saia satisfeita e potente dessa experiência, potente por se tornar uma mulher mãe nesse momento”, detalha.
É importante destacar que, o parto humanizado não é um tipo de parto. É a forma como é atendida e respeitada a vontade da gestante.
A médica ginecologista e obstetra, conselheira do Conselho Federal de Medicina por Minas Gerais, Maria Inês de Miranda Lima, enumera boas práticas para um parto humanizado e, sobretudo, seguro. “O que é importante no parto humanizado é que se escute a opção da mulher, que ela faça as suas escolhas, que o importante é um nascimento com feto saudável e com uma mãe saudável para cuidar dele. No ano de 2000, o Ministério da Saúde lançou o movimento do parto humanizado, exatamente buscando o parto com menos intervenção, introduzindo uma assistência multiprofissional, introduzindo na assistência a enfermeira obstétrica, a doula, e tudo isso é muito importante, sim, para que aconteça a coisa mais importante, que é o acolhimento das gestantes”, relata.
A enfermeira Poliana Holanda, que é mãe de cinco, e doula, acompanha gestantes durante o nascimento da criança, há onze anos. “Geralmente a gente oferece um trabalho de educação perinatal. Então são encontros antes do parto para a mulher chegar de uma forma mais segura naquele momento do parto. E quanto mais conhecimento você conseguir passar para essa gestante, para essa família, mais segura ela vai estar no parto, mais tranquila e mais feliz. Às vezes é oferecendo um alimento que ela não estava preocupada em comer”, explica.
Mineira de Resende Costa, Campo das Vertentes. Jornalista formada pela UFSJ, já trabalhou na Rádio Emboabas de São João del-Rei. Na Itatiaia, é editora do Jornal Itatiaia Primeira Edição e do Jornal da Tarde. Além de repórter, principalmente em Cidades


