Mater Dei destaca avanços da cirurgia robótica no câncer colorretal
Campanha Março Azul reforça o alerta para um dos cânceres mais frequentes do país e mostra como a tecnologia tem tornado o tratamento mais preciso e a recuperação mais tranquila

Estamos vivendo mais um Março Azul, mês de conscientização e combate ao câncer colorretal, uma doença silenciosa que requer atenção aos seus sinais e fatores de risco. Também chamado de câncer de cólon e reto ou câncer de intestino, o câncer colorretal, está entre os tipos mais incidentes no Brasil e continua cercado por silêncio, medo e desinformação. Em muitos casos, a doença avança sem dar sinais claros no começo, o que torna a prevenção e o diagnóstico no momento certo ainda mais importantes.
A campanha tem ampliado o debate sobre um câncer que ainda costuma ser descoberto tarde. Diante do aumento dos casos, a recomendação é fazer o exame de colonoscopia a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas, para identificar alterações precocemente e ampliar as chances de tratamento e cura.
Neste ano, o Março Azul também abre espaço para outro ponto importante. Quando o tratamento cirúrgico se torna necessário, a tecnologia passou a ocupar um lugar cada vez mais relevante. Na coloproctologia, a cirurgia robótica vem mudando a forma de operar e trazendo ganhos concretos para pacientes que precisam enfrentar doenças intestinais complexas, entre elas o câncer colorretal.
Tecnologia muda o tratamento
Aqui em Minas, a Rede Mater Dei de Saúde vem se firmando como referência no uso da cirurgia robótica em procedimentos colorretais, ao reunir tecnologia de ponta e equipes especializadas para oferecer cirurgias menos invasivas e mais precisas. Na prática, trata-se de uma plataforma controlada pelo cirurgião, que opera com auxílio de câmera e instrumentos acoplados ao sistema. Segundo o coordenador da equipe de Coloproctologia no Hospital Mater Dei Contorno e Nova Lima, Dr. Rodrigo Gomes da Silva, “cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo no qual o cirurgião utiliza uma plataforma de 4 braços, manipulando-a por uma console. Por meio de manoplas similares a de um videogame, o cirurgião faz movimentos que são transmitidos aos braços robóticos por cabos de fibra ótica”.
Esse modelo trouxe diferenças importantes em relação à cirurgia tradicional por vídeo. De acordo com o especialista, “em comparação à cirurgia laparoscópica tradicional, a cirurgia robótica tem algumas diferenças cruciais. Primeiro, a visão é tridimensional, permitindo noção de profundidade. A visão também é amplificada e a cirurgia é imersiva. Os braços robóticos possuem um controle de tremor, com movimentos mais precisos. Além disso, há uma articulação das pinças que simula os movimentos do punho do cirurgião, permitindo uma dissecção mais delicada”, explica.
Nos últimos anos, a cirurgia robótica ganhou novo impulso no país, acompanhada pela evolução das plataformas e por recursos que ampliaram a precisão dos procedimentos. “Já estamos na terceira geração da plataforma Da Vinci, por exemplo. A última geração inclui modificações que favorecem a dissecção cirúrgica em mais de um quadrante do abdome, o que facilita as cirurgias da coloproctologia”, afirma Dr. Rodrigo Gomes da Silva.
Benefícios para o paciente
No tratamento, a cirurgia robótica traz benefícios que acompanham o cuidado com o paciente em diferentes etapas. O procedimento traz mais segurança, reduz intercorrências e favorece uma recuperação menos desgastante. Verdadeira revolução na prática cirúrgica, ela é a melhor indicação na maioria dos casos quando a cirurgia aberta pode ser evitada. Há menor taxa de sangramento intraoperatório e menor taxa de conversão para cirurgia aberta.
“Isso melhora a segurança do paciente, reduzindo também as complicações pós-operatórias”, diz o especialista do Mater Dei.
De acordo com Dr. Rodrigo Gomes da Silva, “geralmente a recuperação da cirurgia por via laparoscópica já é mais rápida que a cirurgia aberta. E a cirurgia robótica otimiza esses desfechos, com menor dor no pós-operatório. Além disso, estudos mostram que a cirurgia robótica no câncer de reto pode reduzir as taxas de disfunções sexuais e urinárias ao permitir dissecção mais delicada e precisa na pelve. Há também estudos com menores taxas de recorrência local no câncer de reto operado pela via robótica”. As contraindicações tendem a ser raras e estão mais ligadas a situações específicas, como tumores muito extensos ou quadros clínicos bastante graves.
Ao longo do Março Azul, a discussão sobre o câncer colorretal também passa pelos avanços no tratamento. Ao lado da prevenção e do diagnóstico precoce, a cirurgia robótica vem ampliando as possibilidades de cuidado com procedimentos mais precisos, mais seguros e com recuperação mais favorável. Nesse cenário, a campanha reforça a importância de tratar a saúde do intestino com informação, atenção aos sinais e acompanhamento adequado. Em Belo Horizonte, a Rede Mater Dei de Saúde conta com a plataforma Da Vinci nas unidades Contorno e Nova Lima.
Com 45 anos de trajetória, a Rede Mater Dei reúne hospitais em Minas Gerais, Bahia e Goiás, sustentada por um modelo que une tecnologia, humanização e governança sólida, mantendo o paciente no centro do cuidado e ampliando sua atuação em diferentes regiões do país.
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